Red Bull admite que teto orçamental vai abrandar desenvolvimento até ao final do ano
Laurent Mekies, chefe de equipa da Red Bull, reconhece que o ritmo de atualizações introduzidas na primeira metade da temporada será difícil de manter na segunda, admitindo ainda uma mudança de foco para o carro de 2027 mais cedo do que no ano anterior.
A equipa de Milton Keynes chega à pausa de verão da Fórmula 1 na quarta posição do campeonato de construtores, mas a sua evolução tem sido uma história de progresso: conseguiu reduzir o défice significativo para os rivais, embora a custo elevado.
Nas corridas inaugurais na Austrália e na China, a Red Bull estava a 1,3 segundos por volta dos líderes em ritmo de corrida, lutando com equipas como a Haas e a Alpine. Contudo, nos dois últimos Grandes Prémios antes da paragem, a desvantagem foi reduzida para apenas dois a três décimos de segundo por volta, o que demonstra um ganho de aproximadamente um segundo.
Este avanço foi o resultado de um forte investimento em desenvolvimento, com a introdução de dois grandes pacotes de atualizações em Miami e na Áustria. Estas modificações alteraram significativamente o conceito aerodinâmico do RB22, com os «sidepods» a assumirem uma aparência completamente diferente, e eliminaram o excesso de peso do monolugar.
Apesar de Toto Wolff, chefe da Mercedes, ter questionado a capacidade da Ferrari de introduzir atualizações «ilimitadas», a Scuderia respondeu ao sugerir que a Red Bull poderá ter trazido ainda mais peças novas nas primeiras 11 corridas do ano.
Agora, o chefe de equipa da Red Bull, Laurent Mekies, admite que será complicado manter este ritmo de desenvolvimento na segunda metade da temporada, uma consequência direta do teto orçamental da F1, fixado em 215 milhões de dólares (189 milhões de euros) para este ano.
«Trouxemos uma enorme quantidade de desenvolvimento para o carro entre a primeira corrida e agora, para tentar corrigir o mais rapidamente possível o grande défice que tínhamos inicialmente», afirmou Mekies. «E é provavelmente difícil imaginar que continuaremos a este ritmo. No entanto, precisamos de ver qual é a melhor forma de tentar fechar estes últimos três décimos.»
Mekies já tinha referido anteriormente que estes são os mais difíceis de encontrar, especialmente porque a concorrência também não pára de evoluir.
Além do teto de custos, as equipas enfrentam a decisão crucial de como dividir os recursos, como o tempo de túnel de vento, entre o carro deste ano e o do próximo. A este respeito, Mekies indica que a Red Bull adotará uma abordagem diferente da do ano passado.
Recorde-se que, em 2025, a equipa apostou tudo para diminuir a diferença para a McLaren e dar a Max Verstappen a oportunidade de lutar pelo seu quinto título mundial. Segundo o diretor técnico Pierre Wache, essa estratégia teve um preço, que se refletiu no início da temporada de 2026.
Este ano, a Red Bull planeia transferir o seu foco para a época seguinte mais cedo. «Não sei quanto aos outros, mas o que é certo é que, a dada altura, teremos de tomar uma decisão sobre o equilíbrio entre este ano e o próximo», explicou Mekies. «Espero que isso aconteça mais cedo do que no ano passado, especialmente porque os regulamentos são o que são.»
Artigos Relacionados: