Recurso rejeitado: histórico dos Países Baixos perde licença e desaparece do futebol profissional
É o fim de uma era e a queda de um histórico do futebol neerlandês. O Vitesse esgotou todas as hipóteses e deixou de ser um clube profissional. A última gota de água caiu na quinta-feira, com o recurso rejeitado por parte do tribunal. A formação de Arnhem perdeu definitivamente a licença profissional e a esperança.
Vitesse heeft het kort geding van gisteren bij de Rechtbank Midden-Nederland verloren.
— Vitesse (@MijnVitesse) August 8, 2025
Foram tentados vários planos de resgate, novos salvadores e potenciais investidores, mas nada impediu a queda do Vitesse. O clube, que comemorou o 133.º aniversário a 14 de maio, vai voltar ao futebol amador. O Vitesse atuava no futebol profissional desde 1954, sendo que a Eredivisie só passou a ser disputada em Arnhem em 1972. Até 1990, o Vitesse tinha jogado apenas quatro épocas na Eredivisie, 25 na Eerste Divisie e quatro na Twwede Divisie.
Influência dos russos
A 21 de dezembro de 1997, o Vitesse jogou a última partida no Nieuw-Monnikenhuize e mudou-se para o outro lado da cidade. Foi construído um novo estádio em Arnhem-Zuid, com o slogan ‘O maior teatro dos Países Baixos’, que pretendia dar continuidade ao sucesso da década de 1990.
Após um arranque mais do que positivo, onde o Vitesse quase chegou à UEFA Champions League, começou a queda. O emblema neerlandês gastava sistematicamente mais do que arrecadava, o que resultou num défice de 55 milhões de euros.
Mais tarde, viria a descobrir-se que Roman Abramovich, na altura dono do Chelsea, tinha pago as dívidas de 117 milhões de euros do Vitesse. Para evitar os holofotes, Merab Jordania assumiu-se como proprietário, tratando-se de uma espécie de pião de Abramovich, assim como Alexander Chigirinsk e Valery Oyf.
Do céu ao inferno
O Vitesse não impressionava apenas pelas suas campanhas no futebol neerlandês. A base de jogadores e os seus olheiros também eram muito bem-sucedidos.
Durante esse período, Edward Sturing, Theo Bos, John van den Brom, Glenn Helder, Phillip Cocu e Roy Makaay chegaram à seleção neerlandesa e alguns jogadores até foram vendidos para os principais clubes.
Marco van Ginkel e Wilfried Bony foram alguns dos futebolistas que vestiram a camisola do clube. Além disso, dada a estreia relação com o Chelsea, passaram ainda pelo Vitesse nomes como Matic, Mount e Odegaard.
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