Ratcliffe elogia Carrick mas recusa dar-lhe já sucessão de Amorim
O co-proprietário do Manchester United, Jim Ratcliffe, elogiou o «excelente trabalho» de Michael Carrick como treinador interino, mas evitou comentar a possibilidade de uma nomeação a título permanente.
Desde que assumiu o comando da equipa em janeiro, após o despedimento de Rúben Amorim, o antigo médio do United, de 44 anos, protagonizou uma recuperação de forma na equipa. Sob a sua liderança, a equipa conquistou 19 dos 24 pontos possíveis, somando seis vitórias em oito jogos. Neste período, nenhum outro clube da Premier League, incluindo o líder Arsenal, acumulou tantos pontos.
Falando publicamente pela primeira vez sobre Carrick desde a sua nomeação, Ratcliffe foi claro nos elogios. «Ele está a fazer um excelente trabalho, sim, sem dúvida», afirmou à Sky Sports News, presente no GP da China, em Xangai.
Apesar da boa forma da equipa ter gerado apelos para que Carrick seja considerado para o cargo a tempo inteiro, o co-proprietário recusou-se a abordar essa hipótese. Questionado sobre uma possível nomeação a longo prazo, Ratcliffe foi taxativo: «Não, não vou por aí.»
O Manchester United entrou na jornada no terceiro lugar da liga, com nove jogos por disputar, bem posicionado para garantir a qualificação para a UEFA Champions League algo que não acontece desde a época 2022/23. «Claramente estamos a pensar nisso [qualificação para a Liga dos Campeões], mas ainda faltam sete ou oito jogos, por isso ainda há um longo caminho a percorrer», comentou Ratcliffe.
Conseguir um lugar na principal competição europeia de clubes fortaleceria, sem dúvida, a candidatura de Carrick para permanecer no cargo para lá desta temporada.
Recorde-se que o clube tem tido um historial recente de instabilidade no comando técnico. Rúben Amorim foi despedido em janeiro, apenas 14 meses após ter sido contratado para substituir Erik ten Hag. O treinador português, que tinha recebido um voto de confiança em outubro para um projeto de três anos, não resistiu a um início de época irregular, depois de na temporada anterior ter terminado a Premier League num modesto 15.º lugar e perdido a final da Liga Europa para o Tottenham.
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