Dalot e a mudança de treinador no Man. United: «O que conta é o resultado»
Diogo Dalot, defesa do Manchester United, prestou declarações à DAZN Portugal e abordou a mudança de Ruben Amorim para Michael Carrick. Para o internacional português, não houve muitas mudanças no estilo de jogo da equipa e garantiu que «o que conta é o resultado», pois dá confiança ao plantel, ainda que tenha referido que a equipa joga agora com «um perfil diferente», com um jogador «mais ofensivo».
«Se analisarmos com atenção, as coisas não são assim tão diferentes daquilo que fazíamos com o Ruben. Com bola, continuamos a construir jogo com três jogadores. Sem bola, eu diria que a diferença é que ao invés de jogarmos com três defesas centrais, agora só jogamos com dois e construímos numa linha de quatro com dois defesas laterais. Mas também acabamos por defender com cinco jogadores atrás, porque um dos nossos extremos acompanha o lateral da equipa adversária, se ele for mais ofensivo. Noutras palavras, se olharmos para as peças do jogo individualmente, não vamos ver assim tantas diferenças», começou por explicar Dalot, um dos capitães dos red devils.
Não há alterações profundas no estilo de jogo, mas as mudanças existem. «O que podemos reparar é no perfil diferente do jogador. Atualmente, estamos a jogar com menos um defesa e outro jogador que é um bocadinho mais ofensivo», disse o camisola 2 do Man. United, que deu maior destaque ao impacto da confiança: «Para mim, no final do dia, o que realmente conta é o resultado, e com resultados, quando ganhamos, a confiança muda. Como digo muitas vezes, quando a confiança é muita, com a qualidade de jogadores que temos, às vezes nem se precisa dizer muito que os jogadores vão para dentro de campo e jogam bem.»
Com a chegada de Carrick, Diogo Dalot voltou a jogar a lateral direito, ele que ocupava a posição de ala no esquema com três centrais de Ruben Amorim. «Ao jogar como extremo, quando recebes a bola, tens opção de jogar um para um, avançar pela linha, jogar para trás ou procurar o jogador que esteja na posição de número 10. É diferente quando jogas mais atrás, onde estás de frente para o jogo e tens a possibilidade de jogar para quase todo o lado. É a posição em que cresci a jogar e na qual tenho mais jogos, e sinto que é quase como voltar às minhas raízes. Quando jogo nessa posição, acho que se nota a diferença, é aí que consigo competir com os melhores, que é sempre o meu objetivo», referiu o lateral, que, apesar disso, não negou as vantagens de ter jogado noutra posição: «Tornou-me um jogador mais completo, por isso quando tenho essas oportunidades, tento tirar o maior proveito possível, porque sei que me vai tornar ainda mais versátil.»
Diogo Dalot deixou ainda elogios a Benjamin Sesko, que disse que poderá ser «um dos melhores avançados do mundo», e falou do papel que tem por ser um dos mais experientes do plantel — só Luke Shaw, que chegou a Manchester em 2014, chegou antes do internacional português, que está na cidade desde 2018. «Os comportamentos e as atitudes que demonstro todos os dias são muito importantes para mim, porque eu sei que posso ser um exemplo. Ao mesmo tempo, continuo a aprender com os meus colegas, pessoas do clube e antigos jogadores. Obviamente, continuo a considerar-me jovem, mas a realidade é que eu cheguei ao clube tão cedo, que implica que agora tenha mais responsabilidades e sinto que essa é uma das razões pelas quais eu continuo cá. Há sempre novos jogadores a chegar e eu tento fazê-los sentirem-se confortáveis, mas ao mesmo tempo tenho que lhes demonstrar a realidade do clube», afirmou.