Rali de Portugal: organização abre investigação a invasão do troço em Arganil
A sétima especial do Rali de Portugal, esta sexta-feira, em Arganil, foi interrompida devido a graves falhas de segurança, que incluíram a entrada indevida de dois veículos no percurso. A Comissão Organizadora da prova já anunciou que está a investigar as circunstâncias destes incidentes.
Num comunicado enviado às redações, a organização esclareceu que, apesar de o dispositivo de segurança estar «plenamente operacional», se verificou a entrada de dois veículos não autorizados. Contrariamente ao que foi noticiado por alguns meios de comunicação, estes veículos não pertenciam à GNR.
A decisão de interromper o troço de Arganil 2, que teve início às 12h30 perante milhares de espetadores, foi tomada por a segurança de todos os envolvidos ser a «prioridade máxima».
Um dos incidentes mais graves envolveu o piloto britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris), o primeiro em pista, que se deparou com um reboque automóvel ao quilómetro 16. O veículo acabou por se desviar, mas o piloto foi prejudicado. Como compensação pelo tempo perdido, a organização retirou 4,6 segundos ao tempo final na especial.
No entanto, os problemas não se ficaram por aqui. O piloto sueco Oliver Solberg (Toyota Yaris) relatou, no final da sua passagem, ter visto uma militar da GNR a atravessar a pista a pé. Já o francês Yohan Rossell (Lancia Ypsilon) encontrou outro veículo no traçado, que, segundo imagens da RTP, utilizava sinais luminosos azuis, mas que a organização confirmou não ser da GNR.