Rafael Leão em modo despedida: adeus ao Milan cada vez mais próximo
Ao fim de sete temporadas em Milão, a experiência de Rafael Leão nos rossoneri aproxima-se do fim, com o clube italiano a preparar-se para vender o internacional português no mercado de verão, após uma época considerada desapontante — 10 golos e três assistências em 27 jogos.
De acordo com a Imprensa transalpina, nomeadamente a Gazzetta dello Sport, o avançado que completa 27 anos no próximo mês arrisca-se a perder a titularidade na equipa às ordens de Massimiliano Allegri nas três partidas que restam ao Milan na época em curso, todas a contar para a Serie A: Atalanta, Génova e Cagliari.
Nesta altura, refira-se, os milaneses têm a qualificação para a UEFA Champions League bem encaminhada, somando mais três pontos do que a Roma, no quinto posto, mas a presença na próxima edição da prova milionária ainda não está assegurada. O duelo com o conjunto de Bérgamo, marcado para este domingo, será potencialmente decisivo.
O que se segue para Leão
Leão veste as cores do Milan desde o verão de 2019: disputou 289 jogos, 219 dos quais como titular, com 80 golos marcados e apenas dois de grande penalidade. Conquistou o Scudetto de 2022 como o melhor jogador do campeonato e, um ano depois, esteve entre os principais impulsionadores da equipa até às meias-finais da Champions. Um momento ao qual remonta, garante o mesmo jornal italiano, uma oferta por escrito de 100 milhões de euros do Chelsea.
Seguiram-se temporadas menos fulgurantes com Paulo Fonseca e Sérgio Conceição, e nem com Massimiliano Allegri o luso conseguiu obter um desempenho constante e atingir o nível apresentado anteriormente. Como ponta de lança, o atacante português marcou nove golos: no início de maio, ainda não tinha ultrapassado a marca dos dois dígitos. Já nem sequer o álibi da mudança de posição se sustenta. Ultimamente, mesmo nas raras ocasiões em que encontrou a sua zona de conforto pela esquerda, tem protagonizado exibições contidas, que lhe têm valido várias críticas. Os assobios em San Siro surgiram por isso: demasiados passes para trás e poucas investidas para a frente.