Rui Borges lançou Trincão aos 56' - Foto: MIGUEL NUNES
Rui Borges lançou Trincão aos 56' - Foto: MIGUEL NUNES

Quando falta a atitude nem Trincão chega para inspirar (as notas do Sporting)

Só quando o camisola 17 entrou o leão arrancou alguns aplausos e não foi por acaso que os golos surgiram depois da hora de jogo. Toque sublime de Suárez não chegou para acordar uma equipa adormecida
A figura — Trincão (6)

Desde que chegou ao Sporting, Rui Borges pediu atitude quando a inspiração faltasse. Ontem, a equipa não a mostrou e só dela teve nesga com a entrada de Francisco Trincão em campo. O avançado teve o que nunca costuma ter, descanso de início, mas foi obrigado a ir para o combate aos 56', que os companheiros muito dele precisavam. E foi nessa altura que os leões tiveram alguma inspiração — pouca, mas alguma. O camisola 17 passou a ocupar o lugar até aí ocupado por Pedro Gonçalves, ao centro, e com isso mais presença leonina na área do Tondela, que estava bem fechada. Não foi por coincidência que os golos leoninos surgiram nessa altura, não foi por acaso que só a partir da hora de jogo os verdes e brancos arrancaram alguns aplausos. Mas a hecatombe final acabou por trair o que Trincão ofereceu.

6 Rui Silva — Não era porque o Tondela estivesse a criar ocasiões e perigo, que não estava, mas na primeira parte o guarda-redes teve dois momentos de saída para resolver a punhos no alto e mais uma ou outra situação de bola no pé para sair a jogar. Tranquilo na segunda parte, tudo mudou num ápice: aos 90+2' defendeu penálti de mão esquerda no ar mas foi só o adiar da hecatombe: no canto que se seguiu sofreu o 1-2 e o 2-2 dois minutos depois noutro canto...

4 Vagiannidis — Sem Fresneda e com Quaresma a ter de assumir a sua natural posição central, o grego foi a escolha para a lateral direita. Até entrou com alguma atitude e, sem perigo detetável no momento defensivo, tentou ajudar Geny pelo corredor na frente. Um par de iniciativas com discernimento mas logo a perder-se entre fintas e corridas mal calculadas. Nunca mais se viu e saiu aos 56'.

5 Eduardo Quaresma — A fazer a vez de Diomande, não foi importunado na defesa, tentou pegar na bola em correria a levar a equipa peça frente. Às vezes com demasiado entusiasmo como aos 45+1' em que não travou a tempo e acabou por abalroar adversário e a ver cartão amarelo.

6 Debast — Aos 11' lançou Geny em profundidade, primeira tentativa de descobrir o perigo em profundidade. Aos 24' a primeira chamada mais séria em tarefa defensiva a cortar de cabeça o mal para canto. Assumiu-se como patrão da defesa mas foi uma das vítimas da falta de atitude leonina durante muito tempo...

5 Maxi Araújo — Não tem a mesma disponibilidade para o ataque, o desgaste da temporada a pesar nas pernas do uruguaio. Mas quando se aproxima de zona de finalização quer marcar, como quis aos 21' mas em que Bernardo Fontes evitou-lhe o golo. Grande sentido defensivo e a cortar aos 82'. Mas já não tem o fôlego que tinha e que precisa.

5 Morita — O japonês passa pelo seu melhor momento da época mas na pior fase do Sporting. Assumiu batuta numa orquestra que não tem vontade de tocar.

4 Daniel Bragança — Nunca conseguiu ser o motor que a equipa precisava, sem energia para levar a equipa para a frente.

5 Geny Catamo — Primeiro remate do Sporting que realmente contou, aos 6'. Antes já tinha lançado Pedro Gonçalves pela direita mas o perigo perdeu-se no tempo do camisola 8. E aos 32' foi dele o passe que meteu Suárez em posição de finalização. Teve um momento Bryan Ruiz aos 59' mas aos 79' redimiu-se ao obrigar João Silva a fazer autogolo.

5 Pedro Gonçalves — Apareceu em zona central, para com o seu toque refinado apoiar Suárez. Deu bons sinais no início mas logo perdeu o dom, que só reapareceu aos 56' num grande remate de longe que só não deu golo porque Bernardo defendeu.

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5 Geovany Quenda — Demorou 20 minutos a aquecer os motores, até que bailou no interior da área do Tondela e descobriu Maxi em posição de remate que Bernardo Fontes defendeu para canto. E pouco mais.

6 Luis Suárez — Espremido pelo cansaço mas ainda assim presença sempre de respeito para os defesas, Aos 32' Bernardo Fontes defendeu-lhe a sorte e aos 33' rematou ao lado. Para a baliza e com selo de golo desviou cruzamento de Blopa aos 72', sublime ao primeiro poste.

4 Blopa — Entrou aos 56', assistiu para golo ao 62', tentou a sorte de longe aos 63', viu amarelo aos 78 mas fez autogolo 90+2'...

3 Luís Guilherme — Pouco se viu a atacar e nunca se viu a defender.

3 Kochorashvili — Cometeu penálti, Rui Silva defendeu mas no canto deu golo.

Nuno Santos — De volta após lesão, entrou aos 86 e não teve culpa de nada.