Presidente do Palmeiras critica rivais: «Acham que são o Real Madrid, mas é o da Shopee»
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, clube treinado por Abel Ferreira, manifestou apoio à criação de uma Liga única no Brasil e deixou um aviso aos clubes que se opõem à união, numa altura em que o futebol brasileiro se encontra dividido entre os blocos comerciais Libra e FFU.
Após uma primeira reunião, Leila Pereira lamentou a postura de alguns dirigentes, tecendo duras críticas. «Há clubes que acham que são o Real Madrid, mas devem ser o Real Madrid da Shopee [plataforma comercial asiática semelhante à Temu, muito popular no Brasil]. Para chegarmos lá, é preciso colocarmos os pés no chão, termos noção de que precisamos uns dos outros e que ninguém é maior do que ninguém», afirmou a presidente, em declarações citadas pelo Globoesporte.
A dirigente aplaudiu a iniciativa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de avançar com um estudo para a concretização deste projeto, que visa unir os 40 clubes das Séries A e B. Samir Xaud, líder máximo do organismo, deu luz verde ao estudo e abriu um prazo até ao final de julho para que os clubes apresentem sugestões, com o objetivo de concluir o processo até ao final de 2026.
Pereira reforçou a visão de união, a presidente sublinhou a importância da colaboração para valorizar o futebol brasileiro. «Preciso dos outros clubes, não jogo sozinha. Quando fui eleita presidente do Palmeiras, tentámos formar uma Liga com todos os clubes, mas não foi possível. A Libra transformou-se num bloco comercial importante para negociar os nossos direitos, mas queremos valorizar o produto», explicou.
A líder do Palmeiras criticou ainda a «mentalidade de alguns dirigentes, que acham melhor trabalhar individualmente», e reiterou a sua convicção de que o clube precisa de competir num campeonato forte e equilibrado. «Sempre foi claro para mim que o Palmeiras precisa de estar numa competição valorizada, em que todos os clubes têm o mesmo peso, independentemente do tamanho da massa associativa e das receitas», concluiu.