Pirotecnica atirada para o relvado durante o dérbi do minho
Pirotecnica atirada para o relvado durante o dérbi do minho - Foto: IMAGO

Presidente da AG do SC Braga acusa PSP de censura: «Falta de humildade...»

Fernando de Almeida Santos exigiu um pedido de desculpas após o dérbi minhoto com o Vitória de Guimarães

O Presidente da mesa da assembleia-geral do SC Braga acusou esta segunda-feira o comando da Polícia de Segurança Pública de censura por inviabilizar uma tarja no dérbi minhoto com o Vitória de Guimarães (3-2), no passado sábado.

Em declarações à agência Lusa, Fernando de Almeida Santos notou que a única razão inicialmente alegada pela PSP foi a de que o conteúdo das tarjas, com 2,5 mil metros quadrados, que ocupariam toda a bancada nascente do Estádio Municipal de Braga, não se enquadrava no apoio ao clube.

Lembrando que seria a terceira vez que os adeptos bracarenses apresentariam uma coreografia dessa dimensão, Fernando de Almeida Santos defendeu que «a tarja é claramente alusiva à cidade de Braga, tem inclusivamente o primeiro emblema do SC Braga lá», pelo que «é absolutamente descuidada a decisão do comando distrital da PSP do ponto de vista da autorização».

«Não tinha impacto nenhum, nem mal nenhum. Foi uma má vontade para não chamar desconhecimento ou ignorância sobre o assunto», disse à Lusa. Para Fernando de Almeida Santos, a PSP voltou a errar ao dizer num segundo momento que «não aceitaram a tarja por questões de segurança», nomeadamente pela natureza inflamável dos materiais.

«Ou seja, a primeira grande razão não tinha nada a ver com segurança. E, de repente, em vez de se desculparem e reconhecerem o erro, ainda vão tentar emendar a mão. Claramente nota-se que existe aqui uma falta de humildade e um descuido da PSP perante a situação, que revoltou a direção do SC Braga», afirmou.

Sobre essas eventuais questões de segurança invocadas pela PSP, o líder da AG do SC Braga recorreu à sua experiência profissional. «Foi um recurso de última hora, conveniente, mas que não colhe, para justificar o injustificável», disse. «A única razão foi uma razão de censura, não sei se consciente ou inconsciente, nem sequer quero pensar que seja consciente, mas que originou tudo o resto», reforçou.

O dirigente notou que a PSP «presta muito bom serviço à sociedade», mas «quando erra ou quando não faz as coisas da forma adequada, também tem que saber ter a humildade de perceber que não esteve bem: neste caso particular, deve um pedido de desculpas ao SC Braga», concluiu. A decisão «criou frustração» nas pessoas e «originou determinadas reações» que depois, obrigou as forças policiais a reagir com «legitimidade», mas também de forma «cega», acusou, «cortando a direito entre pessoas inocentes, como senhoras e crianças».