«Precisam de vê-lo jogar!» Lançou Índio no Brasil e apresenta reforço do Benfica
Gabriel Índio, central canhoto, vai ser reforço do Benfica e causa sensação a vários níveis: só tem 17 anos, jogava na segunda divisão do Brasil, estava com um pé no Nápoles e motivou operação-relâmpago dos encarnados, com a viagem de Mário Branco, diretor-geral, para garantir que o negócio se fazia antes de a fórmula (de €4,2 milhões) italiana prevalecer.
Tudo por um adolescente que não esteve num torneio internacional de seleções ou em jogos de primeira divisão e que não joga pelo Athletic MG desde abril. A explicação, dizem-nos, é simples: estava reservado para Itália, não podendo correr riscos de lesão ou qualquer outra situação.
«É um miúdo com história incrível, chega ao Athletic na mesma altura que eu [verão de 2025], vai para os sub-17 e rapidamente se percebeu que tinha maturidade acima dos outros. Conversámos com a coordenação da formação e decidimos pô-lo nos sub-20... ao segundo jogo já era capitão», começa por explicar Rui Duarte, treinador português de 47 anos, que lançou o central no Athletic: «Mesmo nos sub-20 foi evidente que era o melhor de todos, fisicamente muito forte, quase 1,90 metros, rápido nos duelos, jogador de equipa principal. Começámos a puxá-lo para treinar connosco e depois é o trabalho dele, com alguma sorte também, pois tínhamos centrais lesionados e castigados. Deu boas respostas perante equipas difíceis, em Coritiba, a jogar contra, perante 40 mil pessoas.»
Sem se deter, Rui Duarte elogia «o jogo aéreo, os duelos no chão», garantindo que o central «é muito forte nisso» e «muito maduro, com personalidade». «E sabe ouvir, sabe aprender, tem muita fome de aprender», acrescenta.
No Benfica «há aspetos táticos em que vai ter de melhorar bastante», apesar de ser jogador na formação em linha de 3, sendo central da esquerda ou do meio, e com Rui Duarte numa linha de 4, como central da esquerda: «Mas há aspetos diferentes entre Europa e campeonato brasileiro, em que o jogo é mais lento, mais de um contra um, de duelos.» Ponto importante: «É forte nas bolas paradas, ofensivas e defensivas.»
E reúne, garante o homem que o lançou, condições para ficar no plantel de Marco Silva: «Para ele seria bom, não tenho dúvidas de que vai dar trabalho e lutar pelo lugar, é muito focado para ter o espaço dele. O Benfica terá um projeto para ele, no futuro será grande ativo e mais-valia desportiva, é deixá-lo crescer com calma nos espaços da equipa A e B para desenvolver qualidades.»
Rui Duarte revela que muitos observadores de equipas internacionais perguntavam pelo jogador — «Então e o Índio?» — e explica: «Não fez uma época completa, nem um torneio de seleções, mas se o vissem jogar não diriam que tinha 17 anos. Não é um menino, é um homem feito.»
Além disso, acrescenta, «é um miúdo espetacular, com família humilde», e perfeitamente enquadrado na filosofia do Athletic MG: «Faz parte do projeto destacar jogadores para a equipa principal e vendê-los.»
Rui Duarte, refira-se ainda, está atualmente em Portugal: «Recebi algumas abordagens, em Portugal e de fora, não tenho preferências, aguardo que o telefone toque.»
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