Portu... quê? Os EUA vão jogar mesmo com quem?
Uma pessoa que, distraidamente, entrasse por mero acaso no auditório do Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, ontem, enquanto Mauricio Pochettino falava, dificilmente iria perceber a verdadeira razão pela qual aquele encontro do selecionador dos EUA com os jornalistas estava a acontecer.
Teria de estar muito, mas mesmo muito, muito atento para encontrar referências a Portugal naqueles mais de 35 minutos de conferência de imprensa.
Mas afinal, do que se falou? De tudo e mais alguma coisa. A dominar, esteve ainda a goleada sofrida pelo conjunto norte-americano frente à Bélgica, no passado sábado, no mesmo estádio, onde Portugal joga na próxima madrugada. Por exemplo, sabemos que o treinador argentino gostou muito da exibição da equipa até ao 3-1. Gostou mesmo. Repetiu-o, pelo menos, três vezes.
E falou também sobre o Real Madrid. E sobre o Tottenham. Já houve abordagens dos dois clubes para assumir o banco depois do Mundial?
«Até ao momento, não houve contactos. Estamos muito, muito focados aqui no Mundial. Penso que todos sabem do meu compromisso com a seleção. Não acho que seja o momento para falar do futuro. Até agora não houve qualquer abordagem. Mas quem sabe o que vai acontecer no futuro? Não tenho contrato depois do Mundial, mas estamos abertos a negociações. Mas porque não pensar nisso, se estivermos contentes e a federação também estiver contente? O nosso foco é melhorar a equipa. Claro que existem rumores, mas este é o nosso trabalho e temos de aceitar», defendeu.
E o Tottenham, já referimos? Já, mas muito se falou sobre o Tottenham. Além do alegado interesse do clube inglês em recuperar o último treinador que se aguentou no cargo tempo suficiente para se lembrarem do nome dele. Também se falou sobre as reais possibilidades de os spurs se aguentarem na Premier League. Ai aguentam, aguentam!, deseja muito o técnico argentino.
E as principais características para um jogador ser líder no balneário? Têm tempo? Foram mais de cinco minutos de discurso e justificações.
Então e sobre Portugal, arranja-se alguma coisa, Mauricio? Qualquer coisinha, só para justificar a vinda. A palavra (curta) a Pochettino. «Em termos de qualidade, Portugal é semelhante à Bélgica. E é bom jogar contra estas equipas. O jogo vai ser muito exigente. Mas o mais importante não é Portugal ou a Bélgica, mas sim nós melhorarmos de um jogo para o outro».
Estávamos aqui mesmo para quê?