Embolo marcou de penálti o golo da Suíça e celebrou com Xhaka
Embolo marcou de penálti o golo da Suíça e celebrou com Xhaka - Foto: IMAGO

Polémica na Suíça: capitão apelidado de «tóxico» após críticas aos colegas

Plantel não gostou das palavras de Granit Xhaka na sequência do empate com o Qatar na jornada inaugural

As críticas de Granit Xhaka após o empate da Suíça com o Qatar (1-1) terão gerado mal-estar no seio da equipa, com alguns colegas de equipa a descreverem o capitão como «tóxico», segundo o jornal alemão Bild.

O descontentamento surgiu depois de os suíços terem desperdiçado uma vantagem de um golo nos últimos instantes da partida em São Francisco. Breel Embolo tinha colocado a Suíça na frente na primeira parte, mas a equipa baixou o ritmo e, a segundos do fim, Boualem Khoukhi marcou de cabeça, garantindo o primeiro ponto de sempre do Qatar num Campeonato do Mundo.

Após o jogo, um insatisfeito Xhaka apelou à ação. «Pode-se falar. Temos de agir», afirmou o médio de 33 anos, uma posição que foi secundada pelo seu colega de meio-campo, Remo Freuler. «Temos de ser críticos. Se esperamos ganhar ao Qatar e depois só conseguimos um empate a um, então também temos de ser muito duros connosco próprios», acrescentou Freuler.

No entanto, de acordo com o Bild, estas declarações não foram bem recebidas pelo resto do plantel. O jornal avança que as palavras do antigo médio do Arsenal foram consideradas «tóxicas» por alguns jogadores e deixaram várias fontes dentro da comitiva suíça «nervosas ou desconfortáveis».

Estes rumores de discórdia interna surgem na véspera do jogo possivelmente decisivo contra a Bósnia e Herzegovina, em Los Angeles. Apesar da alegada tensão, Xhaka mostrou-se bem-disposto na quinta-feira. «É importante desfrutar de momentos como estes. Se não aproveitarmos as oportunidades na frente, elas acabam por nos prejudicar. Temos de ser inteligentes e experientes o suficiente para segurar um jogo», disse aos jornalistas.

O capitão do Sunderland teve uma época de grande sucesso no regresso à Premier League, após uma passagem pelo Bayer Leverkusen, liderando o clube recém-promovido a um lugar europeu. Apesar dos rumores de uma possível transferência, Xhaka afastou essa possibilidade no mês passado.

«Ao longo da minha carreira, tomei sempre todas as minhas decisões com base no meu instinto. A mudança de Leverkusen para Sunderland não foi uma decisão precipitada. Tive muitas conversas com o proprietário, o diretor desportivo e o treinador antes de assinar. A cidade faz-me lembrar Basileia. Como o bairro de St. Johann, onde cresci. Nem sequer estou a pensar numa transferência. Estou muito feliz por finalmente ter um verão sem especulações sobre o meu futuro.»

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