Pogacar diz que os corredores têm de estar alertas para o perigo

Pogacar: «O Tour podia ter acabado ali...»

O esloveno, camisola amarela da Volta a França esteve muito perto de sofreu uma queda a alta velocidade durante a 11.ª etapa, após embater num bidão que caiu de uma bicicleta

Tadej Pogacar, o camisola amarela da Volta a França, viveu um momento de grande aflição esta quarta-feira, durante a 11.ª etapa. O esloveno da UAE Emirates - XRG esteve muito perto de cair após embater num bidão que caiu de uma bicicleta, quando seguia a alta velocidade.

O incidente ocorreu na mais rápida etapa de sempre do Tour, disputada a uma média de 50,9 km/h, e foi vencida ao sprint pelo norueguês Soren Waerenskjold (Uno-X).

No final da jornada, Pogacar descreveu o incidente. «Tive um grande momento de pânico quando bati num bidão com a roda da frente. Quase caí, já me via no chão», admitiu. «Felizmente, consegui manter o guiador direito e tudo acabou bem. É preciso estar mesmo vigilante a cada quilómetro nesta Volta a França. Se caísse, o meu Tour podia ter acabado ali», acrescentou.

O esloveno refletiu sobre a necessidade de manter a concentração constante: «É exatamente por isso que, mesmo sendo agradável ter dias como este, é preciso manter a concentração em cada troço da estrada».

Questionado sobre o ritmo cada vez mais elevado da corrida, Pogacar ofereceu uma explicação. «Não sei bem... Penso que os ciclistas começam a acreditar que é possível chegar ao fim neste tipo de etapa a partir da fuga, e já vimos que é exequível. Os aventureiros mais fortes querem tentar a sorte, há sempre corredores muito bons na frente, e é por isso que temos de rolar mais depressa atrás para os apanhar», analisou, concluindo: «E hoje tivemos vento favorável o dia todo, o que, obviamente, ajuda imenso».

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