Pimenta vence favorito nas 'meias': «Gosto de vê-los picados»
Fernando Pimenta confessou que gosta de ver os adversários «picados», e afirmou-o após ter garantido o acesso à final de K1 1000 metros dos Mundiais de Poznan, na Polónia, com uma vitória nas meias-finais sobre um dos principais candidatos ao título, o húngaro Balint Kopasz.
O canoísta português mostrou-se motivado pela rivalidade. «Eu gosto de os ver a ‘arder’, picados. É bom sinal. Significa que no sábado vão dar o seu melhor, é o que desejo. Quero que os meus adversários na final estejam todos a 100%. E que eu também consiga estar a 101% ou 110% e dar o meu máximo. E depois logo se verá quem são os melhores», afirmou à Lusa.
Esta sexta-feira, em Poznan, Pimenta superou o seu grande rival dos últimos anos, o húngaro Balint Kopasz. O português foi apenas 24 centésimos mais rápido que o campeão do mundo, campeão olímpico em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024.
O canoísta limiano, de 37 anos, destacou a «gestão inteligente» da prova, que lhe permitiu suster o ataque final de Kopasz, oito anos mais novo, um cenário onde tem tido dificuldades no passado quando não chega aos metros finais com uma vantagem clara.
Pimenta soma já três medalhas de ouro, três de prata e três de bronze em mundiais de K1 1000. Para a final de sábado no Lago de Malta, o atleta assume que qualquer medalha o deixaria satisfeito.
«Se fizesse uma de ouro, não ficava nada triste. Se ficasse prata, triste também não ficava. Se fosse bronze, acho que continuava a ficar feliz, mas não concretizado. Quarto e quinto lugares é que já ficava um bocado dececionado», comentou, reconhecendo que «o nível está bastante alto».
A maior inspiração para Fernando Pimenta vem dos seus dois filhos, com quem fala várias vezes ao dia. O atleta partilhou uma mensagem de incentivo do filho mais novo, de três anos, antes da prova: «Vamos papá, força papá! Rebenta com eles!».
«Sentir essa felicidade deles, não há nada que pague isso. Eles também já sofrem e sentem muito a falta do pai», revelou, acrescentando que a distância é o que mais lhe «pesa». «Por isso, quero é fazer valer a pena estes momentos e deixar um legado bonito», concluiu.