Peste suína africana obriga a desvio do Tour de França
O governo da Catalunha solicitou formalmente à organização do Tour de França a alteração do percurso da segunda etapa da prova, de modo a evitar a passagem pela zona de Collserola, atualmente afetada por um surto de peste suína africana (PPA).
A petição, confirmada pelo Departamento de Agricultura catalão, invoca «razões de responsabilidade» na gestão da crise sanitária e visa garantir que não haja interferência nos trabalhos de controlo da doença.
📢 La Generalitat pide desviar el Tour de Francia en Collserola por la peste porcina africana
— Es Ciclismo .Com (@esciclismo) May 4, 2026
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As autoridades catalãs expressaram a sua preocupação de que a passagem da corrida por Collserola possa não só dificultar os esforços das equipas técnicas para erradicar a PPA, mas também facilitar a sua propagação. O principal receio está relacionado com a provável aglomeração de público e a circulação de veículos e pessoas em zonas de alto risco, onde o acesso está atualmente proibido.
O pedido de alteração do traçado tem também como objetivo permitir que todo o percurso do Tour «possa contar com presença de público e que se favoreça a festa cidadã em torno do ciclismo», algo que não seria possível na área restringida.
O executivo catalão recordou que esta não seria a primeira vez que uma crise sanitária obriga a modificar o percurso de uma grande prova, citando como exemplo uma alteração realizada no ano passado em França devido a um surto de dermatose nodular contagiosa.
Paralelamente a este pedido, a Generalitat já implementou uma estratégia de contenção que inclui a redução da população de javalis e restrições de acesso às áreas naturais mais afetadas pelo surto.
A decisão final sobre o percurso será tomada em conjunto com a organização do Tour de França e as restantes entidades envolvidas, procurando uma solução que garanta «tanto a segurança sanitária como o normal desenvolvimento da prova».