Pelo menos cinco mortos em tiroteio na Polónia
Um violento tiroteio ocorrido este sábado na Praça do Mercado Principal, em Cracóvia, na Polónia, resultou na morte de cinco pessoas e provocou ferimentos a mais de uma dezena de cidadãos. O atacante foi alvejado e neutralizado a tiro pelas autoridades e foi detido, sendo posteriormente encaminhado para uma unidade hospitalar sob custódia policial.
Os acontecimentos desenrolaram-se por volta das 15 horas locais (14 horas em Lisboa), momento em que um indivíduo chegou de automóvel ao local e começou a disparar de forma indiscriminada. De acordo com as informações avançadas pelas forças policiais e citadas pela Europa Press, há agentes da autoridade entre os feridos no incidente.
«Cinco pessoas morreram e várias outras ficaram feridas no incidente ocorrido na Praça do Mercado Principal. O responsável foi baleado por agentes da polícia e está a ser transportado para o hospital neste momento. As equipas de emergência estão a trabalhar no local», detalhou a polícia em comunicado, tendo recorrido também à rede social X para confirmar que «o autor do crime foi alvejado por agentes da polícia».
Takie coś znalazłem co do strzelaniny w Krakowie #kraków #strzelanina https://t.co/FEbp3PjF5G
— MilekER (@MilekkER) November 7, 2026
Perante a gravidade do cenário, a Câmara Municipal de Cracóvia emitiu de imediato um apelo à população para que «não se aproxime da zona onde estão a trabalhar a polícia e os serviços de emergência».
O primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, recorreu às redes sociais para manifestar que se encontra a acompanhar a evolução deste «trágico tiroteio», sublinhando que «a polícia está a investigar os antecedentes e todas as circunstâncias do ataque».
Por sua vez, o ministro do Interior, Waldemar Zurek, considerou o sucedido uma «enorme tragédia» e expressou a sua solidariedade: «O meu coração está com as famílias e os entes queridos das vítimas desta tragédia inimaginável.» O governante vincou ainda que as autoridades estão plenamente mobilizadas na recolha de provas e no apuramento dos factos.
«Os procuradores, a polícia e todos os serviços estão já no local a recolher provas e a investigar as circunstâncias do ataque. O Estado está a funcionar. Pedimos serenidade e que não dificultem o trabalho dos serviços de emergência. O responsável por este crime será levado perante a justiça», frisou Waldemar Zurek.
Já no que toca às restantes tutelas governamentais, o ministro da Defesa afiançou estar em articulação direta com o Ministério do Interior, os serviços de socorro e as entidades locais, assegurando que «todas as circunstâncias e motivos que levaram a este incidente serão exaustivamente investigados».