Pedro Henriques diz que Kiwior deveria ter sido expulso no FC Porto-Alverca
24’: Há uns anos a esta parte que a lei sofreu uma alteração, no que diz respeito ao tocar/jogar a bola com a mão, em que o legislador, entenda-se o IFAB, quis acabar com situações de golo, que resultassem de mãos/braços no esférico do qual culminasse diretamente ou imediatamente a seguir um golo na baliza adversária, ou seja, mesmo que esse contacto com a bola, seja meramente acidental, sem querer, o golo é sempre anulado. Conforme explicado na caixa ao lado, a lei 12, faltas e incorreções, na página 110, fala sobre esta situação. Neste caso em concreto, a bola ressaltou da perna para o braço esquerdo de Kiwior, que até parece que tocou e dominou a bola de forma deliberada, mas para o caso, é pouco relevante, pois deliberado ou acidental, o golo foi mesmo bem anulado. Árbitro esteve bem na decisão, sem precisar de intervenção do videoárbitro.
A relação de todos os intervenientes, a boa colocação, movimentação no terreno de jogo e o golo anulado.
37’: Chiquinho viu o respetivo cartão amarelo, por protestar, palavras e gestos, para com o árbitro, numa situação em que o árbitro até assinalou falta a seu favor e advertiu o infrator, Kiwior. Com ou sem razão os jogadores são sempre bem advertidos quando discordam de forma tão evidente.
38’: Kiwior, além do comportamento anti-desportivo, pois, de forma persistente, agarrou Chiquinho, também impediu o jogador do Alverca de sair em transição, falta tática. Cartão amarelo bem mostrado ao defesa-central polaco dos azuis e brancos.
44’: Não pode haver qualquer tipo de gestão, em termos disciplinares, no pisão claro e negligente de Kiwior, com o pé direito, no pé também direito de Chiquinho. Protocolo VAR não permite intervenção em expulsões resultantes de segundos cartões amarelos. Ficou por expulsar o central polaco dos dragões.
O protocolo VAR que não permite intervenção em expulsões após segundo amarelo. Muitas faltas.
45’: Foram dados dois minutos de tempo extra, em virtude de um golo e dos dois cartões amarelos mostrados.
47': Naves tem entrada despropositada e desgovernada às costas de Deniz Gul, na ocasião foi em salto com o joelho direito às costas de Gul e com ambas as mãos à cabeça. Entrada negligente que era passível de cartão amarelo, que não foi mostrado.
51': Na área dos ribatejanos, Pietuszewski projetou-se para o relvado, numa tentativa de ganhar penálti. Na ocasião até projetou o pé direito contra o pé esquerdo de Naves, forçando um tropeção. Uma simulação grosseira e, por isso mesmo, passível de cartão amarelo.
52’: Naves viu de forma correta cartão amarelo por derrubar Oskar Pietuszewski, sem qualquer interesse em jogar a bola, usou as mãos para travar e parar a jogada do extremo polaco.
76’: Figueiredo viu, de forma correta, o cartão amarelo por, de forma evidente e persistente, ao vir por trás agarrar e puxar a camisola de Alberto Costa, cortando, assim, a possibilidade de uma saída em contra-ataque, um comportamento antidesportivo e uma falta tática bem sancionada disciplinarmente.
85’: O jogo foi interrompido, após a bola sair para fora das quatro linhas, devido ao imenso fumo que pairou sobre o relvado e que reduziu a visibilidade. A regra é simples: para que haja jogo é preciso que de uma baliza se veja a outra, o que não acontecia.
90’: O árbitro deu sete minutos de tempo extra, recuperação de tempo perdido, pelas seguintes incidências; a interrupção do jogo por causa dos fumos, os três cartões amarelos que foram mostrados, e pelas cinco paragens para substituições onde entraram oito jogadores.
A nota do árbitro David Silva (4)
Assistentes: Carlos Campos e Nelson Cunha 4.º árbitro: Miguel Fonseca VAR/AVAR: Pedro Ferreira/Nuno Eiras