Pedro Emanuel goleia e Vasco sai de zona perigosa
O Vasco da Gama alcançou uma vitória expressiva por 5-0 sobre o Coritiba, em jogo a contar para a 28.ª jornada do Brasileirão. O resultado continua a dar força ao treinador Pedro Emanuel e permite à equipa carioca, que soma apenas uma derrota nos últimos oito jogos, respirar na luta pela manutenção.
O resultado começou a desenhar-se cedo, mas foi construído sobretudo na segunda parte, com golos de Colidio, Bruno Duarte, Lescano, Andrés Gómez e Ramon Rique. Com este triunfo, o Vasco soma agora 31 pontos e ocupa provisoriamente a 16.ª posição, fora da zona de despromoção. Para aí se manter, terá de esperar que o Grêmio de Luís Castro, 17.º classificado, não vença o Palmeiras por uma diferença de dois ou mais golos. Por sua vez, o Coritiba desceu para o nono lugar, com 38 pontos.
Apesar do resultado volumoso, o guarda-redes do Coritiba, Pedro Morisco, que foi recentemente convocado por Carlo Ancelotti para a seleção brasileira, esteve em destaque ao realizar seis defesas importantes que evitaram um desfecho ainda mais pesado, tendo ainda contado com a ajuda dos postes por duas vezes.
«Foi um prazer hoje ser treinador do Vasco»
No final da partida, o treinador português Pedro Emanuel não escondeu a satisfação, classificando a atuação da sua equipa como uma «exibição perfeita»: «Foi um prazer hoje ser treinador do Vasco, senti-me parte da torcida.»
«Este era um jogo perigoso para nós. Íamos defrontar uma equipa que era a quarta melhor visitante. Isso foi um alerta grande para nós», começou por dizer o técnico na conferência de imprensa, sublinhando a importância da humildade. «Uma frase que foi dita antes do jogo no balneário por um dos nossos jogadores é que só poderíamos conquistar os três pontos com humildade. Isso foi uma realidade».
Pedro Emanuel destacou ainda a eficácia do setor ofensivo, que tinha sido alvo de críticas recentes. «É importante para quem fez os golos, para nós aumentarmos a nossa confiança e saldo de golos. Mas não ganhámos nada, não sabemos nem se vamos sair da zona de despromoção. Este é o caminho», afirmou, elogiando a entrega dos seus jogadores: «Estes rapazes têm dado a pele, o sangue, e acho que o melhor ainda está por vir».
O treinador português reforçou a importância dos três pontos na luta pela permanência. «A importância é grande porque eram três pontos fundamentais. Olhamos para os nossos adversários diretos e apenas somando, de preferência três pontos, é que poderemos subir. Foi o que a equipa demonstrou, essa ambição, essa determinação», concluiu, sentindo um «prazer dobrado não só pela vitória por cinco, mas por não ter sofrido golo».
O treinador do Vasco da Gama elogiou a exibição da sua equipa, destacou a importância da pausa para as seleções e abordou a recuperação de vários jogadores, sublinhando que a força do coletivo e a mentalidade do grupo são os fatores mais importantes para o sucesso.
«Os jogadores estão a absorver e a vestir a pele do que o adepto gosta de ver em campo. Isso só se consegue em grupo. Estamos a construir, queremos mais, queremos evoluir», afirmou, acrescentando que já começa a identificar na equipa as dinâmicas que pretende implementar.
Com o aumento da qualidade e das opções no plantel, o treinador admitiu que a sua própria mentalidade está a ser desafiada. «Quer que lhe diga sinceramente? Eles estão a mudar a minha mentalidade. É a minha mentalidade que precisa de ser mudada. Todos a jogar bem criam uma dificuldade para mim», confessou, reconhecendo que terá de ser «injusto com muitos deles» nas suas escolhas.
A paragem para os compromissos das seleções é vista como crucial para o descanso físico e mental de todo o plantel. «Percebemos que precisamos de descansar. Vamos ter um tempo para isso, até os que jogam menos», referiu, explicando que a intensidade do seu modelo de jogo exige jogadores frescos.
Após a folga, o foco será total na preparação para o que resta da temporada. «Quando voltarmos da folga, será isso que vou dizer aos jogadores. Pé na tábua, pé a fundo, porque todos têm de estar preparados», avisou, antecipando um novo «ciclo terrível» de jogos e a necessidade de ser competitivo em todas as frentes para lutar por «troféus e subir na tabela de classificação».