Pauleta, jogadora do Benfica - Foto: DR.

Pauleta: «O emblema do Benfica carrega muita história, aqui e no mundo inteiro»

Capitã das águias enalteceu a entrada forte da equipa no Clássico (2-0) e a capacidade de controlar as operações, apesar do cansaço acumulado de uma época longa

Pauleta subiu ao relvado do Estádio Nacional com a autoridade de quem conhece cada canto da casa e saiu de lá com mais uma Taça de Portugal no currículo. Numa análise ao encontro, a média espanhola, cujo modo como fala português é irrepreensível, sublinhou a estratégia bem montada para contrariar as azuis e brancas: «Entrámos muito bem. O FC Porto veio com a sua estratégia, mas fomos nós a assumir o jogo e a levá-lo para a frente».

Segundo a capitã, o Benfica soube ser paciente perante um adversário que se fechou no seu meio-campo, aguardando um erro para lançar o contra-ataque.

«Estivemos ótimas nesse momento de controlo, sem perder bolas absurdas e tentando estar sempre equilibradas».

Apesar do domínio, Pauleta admitiu que a segunda parte revelou algum desgaste físico no grupo encarnado. «Senti a equipa um bocadinho mais cansada. A época toda fez mossa, tivemos imensos jogos e esta época já foi longa», confessou, ressalvando que, mesmo com menos fulgor, as águias nunca perderam o norte: «Conseguimos controlar o jogo, ter paciência e calma. Fizemos um grande trabalho, com dois golos bonitos, e ganhámos a Taça, que era o que interessava».

A centrocampista espanhola não ficou indiferente aos 22.258 adeptos que estabeleceram um novo recorde de assistência na prova. Para Pauleta, este apoio é o reflexo da mística que envolve o clube. «É ótimo viver estas experiências. Os nossos adeptos demonstraram mais uma vez o que é este clube. É um emblema histórico, que carrega muita história por trás, nomeadamente aqui nas finais do Jamor, mas também no mundo todo».

Visivelmente emocionada com a moldura humana, a jogadora garantiu que o grupo trabalha diariamente para honrar esse legado. «Queremos sempre representar da melhor forma essa história e agradecemos aos adeptos por fazerem história nas bancadas, porque nós trabalhamos todas para isto».

No final, a palavra de ordem era apenas uma: celebrar a conquista de mais uma dobradinha para o Museu Cosme Damião.

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