Pauleta: «Ninguém está aqui a fazer nada se não for para melhorar ano após ano»
A equipa do Benfica prepara o primeiro troféu da época, a Supertaça frente ao FC Porto, que esta época será adversário na Liga BPI, em jogo a ser disputado em Viseu, no estádio do Fontelo. A capitã Pauleta deu voz às ambições renovadas para a época que começa com um título e pode definir uma rivalidade para a temporada.
— Quais são as expectativas para este primeiro jogo?
— Esperamos, acima de tudo, que seja um grande jogo, que consigamos transportar para o jogo o que vamos trabalhar nesta semana para essa final e claro, com vitória do nosso lado. Vamos fazer de tudo para vencer esse troféu, para trazer mais uma Supertaça para o nosso museu e esperemos que seja uma grande festa com os nossos adeptos em Viseu.
— O ano passado foi o único troféu que o Benfica não venceu, há essa vontade de querer conquistá-lo para ganhar tudo internamente?
— Dizemos a mesma coisa, mas o Benfica quer ganhar todos os jogos que disputa, mesmo que não sejam ‘tão importantes’ como a Supertaça. Mas claro, queremos ganhar sempre, o Benfica está sempre nesse patamar de entrar em todos os jogos para vencer. E claro que queremos trazer este troféu. Para começar bem a época, somar mais um troféu no nosso museu, e também para para ter esse objectivo de ganhar tudo em Portugal, como já fizemos noutro ano.
— Espera um FC Porto mais difícil do que aquele que encontraram na final da Taça?
— Elas têm o seu processo e a realidade é que na época passada elas eram uma equipa que estava a disputar a segunda divisão, agora subiram para a primeira, por isso, acho que reforçaram, que cresceram não só com jogadoras, mas também com o próprio processo da equipa. Nós também já passamos por isso, por isso acredito que sim. Mas não nos focamos muito no que elas cresceram ou no que vão fazer, queremos mostrar o que trabalhámos nestas semanas todas para para esse jogo de domingo, fazer o nosso trabalho. Sabemos muito bem o que temos de fazer, o que trabalhámos até agora para sair vencedoras neste dia e, acima de tudo, isso, fazer o nosso jogo.
— E o Benfica está mais forte?
— Nós tentamos sempre para que isso aconteça todos os anos, acho que ninguém está aqui a fazer nada - enquanto plantel ou a nível individual - se não melhorar ano após ano. E nós todas sabemos disso. Sabemos que, como atletas, temos um processo por trás também. Há épocas que são diferentes e na temporada passada houve algumas mudanças dentro da estrutura. Para nós também foi um processo de adaptação às novas ideias, mas acho que já na época passada se sentiu essa adaptação, essa vontade dentro de campo para para fazer o que melhor sabemos. E acho que é um bocadinho por aí, não é tanto olhar para se estamos mais fortes ou não, é olhar para o crescimento das individualidades dentro da equipa e depois do conjunto que que vai trazer as vitórias.
— O facto de ser o FC Porto adversário faz com que a disputa do troféu seja diferente?
— Não, de todo. Acho que que este clube e esta equipa já anda nestas andanças há muitos anos e todos os troféus valem, entre aspas, o mesmo, seja qual for o adversário. Já ganhamos a Taça de Portugal contra o Valadares, contra o Racing, contra o FC Porto. O ano passado já ganhamos campeonatos no Estádio da Luz, contra o Sporting ou contra o Racing aqui, acho que não é por aí. A Supertaça acaba por ser um troféu um bocadinho diferente dos outros ao longo da época, porque é o primeiro, é o primeiro jogo é um bocadinho mais impactante nesse sentido, de que começa a competição e é logo um troféu. E eu acho que é mais por aí do que pelo adversário que vamos defrontar. A Supertaça é dos troféus mais diferentes, porque é começar logo com essa competição, essa decisão. Mas nós queremos muito vencer, seja quem for o adversário que está à frente.
— Falou em ser importante uma festa fosse uma festa bonita. Pode ser mais um dia marcante para o futebol feminino português, era importante o estádio do Fontelo estar cheio?
— Sim, sem dúvida, é importante termos isso em consideração também. Estamos a jogar futebol para que as pessoas aproveitem e gostem do que vêem. Portugal e todo o futebol feminino português tem sentido essa evolução e temos sentido que as bancadas cada vez ficam mais cheias, cada vez mais mais pessoas ficam interessadas pelo nosso futebol. E acho que uma Supertaça numa cidade que se calhar não é tão visitada por nós no dia a dia de uma época, pode ser um grande momento para para demonstrar e para encher o estádio. Que seja uma grande festa do futebol feminino.
O treinador Ivan Baptista e uma jogadora fazem sábado, no Fontelo, a antevisão ao jogo.