Paula Badosa
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Paula Badosa admite: «Bati no fundo»

Tenista espanhola foi número 2 do mundo... agora é 103.ª

A tenista espanhola Paula Badosa revelou estar a atravessar um momento difícil e admitiu a possibilidade de falhar o torneio de Roland Garros, numa altura em que já confirmou a sua ausência do WTA 1000 de Roma. A decisão surge após uma derrota na primeira ronda do Mutua Madrid Open, ela que tem sido afetada por incontáveis problemas físicos nos últimos anos.

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Numa entrevista ao programa «El Camino de Mario», a atual número 103 do mundo confessou que o seu principal desafio é de ordem psicológica. «Perdi a confiança em mim mesma agora que o corpo me está a responder. O problema é mental, duvido, tenho medos», afirmou Badosa, acrescentando que precisa de uma pausa para recuperar. «Não sei se vou a Roland Garros.»

A ex-número dois mundial explicou que, após a derrota em Madrid frente a Julia Grabher, se reuniu com a sua equipa e comunicou a necessidade de parar. «Bati no fundo e preciso de um tempo para parar e ganhar algumas forças. Adoro voltar e lutar, mas neste momento estou a esgotar-me um pouco e decidimos parar», partilhou. A duração da pausa é incerta, podendo ser de «duas, três ou quatro semanas», e o regresso à competição, nomeadamente para o segundo Grand Slam da temporada, dependerá da sua recuperação. «Se tiver recuperado as forças, as coisas acabam por sair».

Recorde-se que, para entrar diretamente no quadro principal de Roland Garros, cuja fase de qualificação arranca a 18 de maio, Badosa está a cinco lugares da lista de inscritas.

A tenista de 38 anos fez questão de sublinhar que o problema atual não é físico, apesar das lesões que a têm afetado. «Fisicamente, em janeiro e fevereiro, sofri bastante. Mas estou bem há dois meses, fiz infiltrações antes da digressão americana e correu bem», esclareceu, detalhando que os tratamentos foram na anca e nas costas.

A dificuldade em lidar com a derrota é outro fator que a afeta profundamente. «Lido muito mal com a derrota. Jogo há 11 anos e ainda não aprendi a perder, supera-me», confessou. «Levo as derrotas para o lado pessoal. Se perco, é tudo uma porcaria. Deixo de ver as coisas em perspetiva. Vejo os jogos como de vida ou morte. Eu não durmo, custa-me imenso», revelou.

Durante a entrevista, Badosa abordou ainda outros aspetos da sua vida, como a mudança de residência para o Dubai há quatro anos, que considera «uma das melhores decisões» da sua carreira pela «tranquilidade» que ali encontra.

Por fim, a atleta falou sobre o impacto das críticas e dos insultos nas redes sociais, distinguindo o que mais a afeta. «Não me afeta muito quando começam a insultar e a dizer: 'oxalá morras'. Dói-me mais ler um artigo sobre mim, o meu jogo, a minha forma de ser, sem me conhecerem. (...) Incomoda-me quando se metem na minha vida pessoal.»

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