Paco Jémez no banco do West Ham ao lado de Nuno Espírito Santo no encontro com o Sunderland - Foto: IMAGO

Paco Jémez explica discussão com Nuno Espírito Santo no banco de suplentes

Adjunto discordou da decisão do português em fazer entrar Max Kilman

Paco Jémez voltou a minimizar o episódio de maior tensão vivido no banco de suplentes do West Ham com Nuno Espírito Santo, esclarecendo que a troca de palavras esteve relacionada com uma divergência técnica em torno da entrada de Max Kilman durante o jogo. Em declarações à rádio espanhola RNE, o treinador espanhol enquadrou o momento como uma situação absolutamente normal em contexto competitivo.

«Estou habituado a que, comigo, as coisas sejam exageradas, a que se vá longe demais e que tudo seja amplificado», começou por afirmar Jémez, sublinhando que o episódio ganhou uma dimensão mediática que não teve correspondência na realidade.

Segundo explicou, o desacordo surgiu no momento em que Nuno Espírito Santo decidiu lançar Max Kilman, opção que o adjunto não contestou de forma frontal, mas sobre a qual expressou uma opinião diferente. «É uma situação de futebol em que ele me diz uma coisa e eu respondo que a substituição não foi má, mas que eu teria colocado outro jogador. São situações normais que acontecem no banco, mas em nenhum momento o repreendi ou algo do género», esclareceu.

Jémez fez ainda questão de reforçar a hierarquia dentro da equipa técnica e o respeito pelo treinador principal. «Percebo que ele é o responsável máximo e foi ele que me trouxe para aqui», explicou, enquadrando o seu papel como alguém chamado a contribuir, não a impor decisões.

«Ele trouxe-me para Inglaterra não para estar calado, mas para dizer o que penso. A decisão final é sempre dele e eu vou respeitá-la», concluiu, salientando que a discussão teve como único objetivo ajudar a equipa.