Cazaque Elena Rybakina regressa à final do Open da Austrália

Open da Austrália: Rybakina tem «mais soluções» para vencer Sabalenka

A tenista cazaque, número cinco mundial, superou Jessica Pegula na meia-final e reedita final de 2023 frente a bielorrussa Aryna Sabalenka, que eliminou com facilidade Elina Svitolina

Elena Rybakina está de volta à final do Open da Austrália, três anos depois. A tenista cazaque, número cinco mundial, superou Jessica Pegula na meia-final, vencendo por 6-3 e 7-6 (7) numa partida que durou uma hora e 40 minutos.

Na final, Rybakina irá reencontrar Aryna Sabalenka, a adversária que a derrotou na final do mesmo torneio em 2023, num encontro que decidirá quem levará para casa o troféu Daphne Akhurst Memorial Cup.

Rybakina já antevê o duelo com a número 1 mundial no sábado e diz que mesmo quando o seu serviço não está a resultar, ainda se sente pronta para ganhar com outras soluções do seu jogo: «Espero que o serviço me ajude no sábado. Se não, vou tentar encontrar uma forma de ganhar», disse a cazaque.

Apesar de uma entrada forte no encontro com Pegula, a tenista de 26 anos teve de lutar contra os próprios nervos para selar a vitória. A norte-americana, sexta cabeça de série, mostrou grande resiliência ao salvar três pontos de jogo quando perdia por 3-5 no segundo parcial.

Elena Rybakina volta a defrontar Aryna Sabalenka na final do Open da Austrália depois da edição de 2023

A tensão de Rybakina foi evidente, especialmente quando desperdiçou uma vantagem de 4-2 no tie-break. Pegula aproveitou, venceu quatro dos cinco pontos seguintes e chegou a dispor de um ponto de set, que poderia ter empatado a partida.

Nesse momento de aperto, Rybakina admitiu ter recordado a derrota na segunda ronda do Open da Austrália de 2024, frente a Anna Blinkova, num tie-break épico de 22-20 no terceiro set, o mais longo da história dos Grand Slams femininos em número de pontos.

«Foi muito, muito stressante. Tive um tie-break épico aqui há uns anos. Perdi-o. Acho que foi o mais longo que alguma mulher jogou, e tive um pequeno flashback», confessou a cazaque.

Contudo, foi a potência do seu jogo que acabou por ditar o desfecho. A 7-7 no tie-break, Rybakina disparou o seu sexto ás do encontro para conseguir um quarto ponto de jogo, quase meia hora depois do primeiro. A vitória foi finalmente confirmada com uma resposta de esquerda fulminante a um segundo serviço mais fraco de Pegula.

Rybakina, que procura o seu segundo título do Grand Slam após a conquista de Wimbledon em 2022, ainda não cedeu qualquer set em Melbourne Park nesta edição. A sua superioridade foi clara desde o início, vencendo o seu primeiro jogo de serviço em branco e quebrando o serviço de Pegula logo a seguir. No primeiro set, que fechou em 32 minutos, perdeu apenas seis pontos no seu serviço.

Apesar de um segundo set mais equilibrado, com várias quebras de serviço de parte a parte, a diferença de potência foi decisiva. Rybakina terminou o encontro com 31 winners, contra apenas 14 de Pegula.

«Estou muito feliz com a vitória de hoje. O segundo set foi muito difícil, mas estou contente por ter caído para o meu lado. Acho que melhorei ao longo de todo o torneio», afirmou Rybakina, acrescentando: «Para mim, é importante ter começado este torneio talvez não na minha melhor forma, mas ao longo do torneio fui melhorando e joguei melhor a cada partida».

Para Jessica Pegula, de 31 anos, a derrota significou o fim da sua melhor campanha no Open da Austrália, após ter chegado aos quartos de final em três edições consecutivas, entre 2021 e 2023.