António Silva: o Benfica procura renovar com o defesa central que tem contrato até junho de 2027. Garantias desportivas e financeiras apresentadas pelas águais aproximaram as duas partes, mas nada está fechado e o mercado está à espreita
António Silva: o Benfica procura renovar com o defesa central que tem contrato até junho de 2027. Garantias desportivas e financeiras apresentadas pelas águais aproximaram as duas partes, mas nada está fechado e o mercado está à espreita

Oferta do Benfica para António Silva é curta: conheça os números propostos

Jogador lida com enorme pressão, clube da Luz também, pois dentro de semana e meia entrará no último ano de contrato; círculo próximo do jogador continua a olhar para o estrangeiro

António Silva, central de 22 anos do Benfica, está a semana e meia de entrar no último ano de contrato com o clube e a proposta de renovação apresentada pelos encarnados reabriu, realmente, uma porta negocial, mas não garante, nem de perto nem de longe, a continuidade a médio/longo prazo do jogador.

Os números a que A BOLA teve acesso são parte do problema: a primeira proposta do Benfica, que passou naturalmente pela mesa de Nuno Catarino, CFO da SAD, primeira figura do plano financeiro do clube, ronda os €1,2 milhões líquidos/ano, o que não constitui um aumento significativo de ordenado para o jogador, que estará próximo do milhão anual, e, mais importante, está bastante longe do idealizado por António Silva, assim como pelo círculo próximo, formado por família e representantes, a Gestifute, empresa de Jorge Mendes.

O central conhece os valores do plantel e sabe que está muito longe do topo, pretendendo, por isso, aproximar-se dos salários pagos aos jogadores mais importantes. E, nesse sentido, desejará números mais próximos dos €2 M/ano, a que teria chegado, por exemplo, se o Benfica o tem deixado sair para Newcastle ou Juventus, que tinham propostas importante, mas acabaram por ser bloqueados pela intransigência das águias em libertar o defesa.

Nessa altura, foi alegado que António Silva era jogador importante e valioso, argumentos que agora funcionam para reclamar um contrato melhor e mais consentâneo com o peso que tem no plantel: além de ser muito utilizado, mesmo perante a preferência de José Mourinho por Otamendi e Tomás Araújo, tem agora a vantagem de ser o único central realmente estabelecido disponível no arranque da pré-época.

António Silva tem, efetivamente, a faca e o queijo na mão, pois a 1 de julho terá apenas mais um ano de contrato para cumprir e a 1 de janeiro de 2027 será livre de assinar um novo contrato com quem quiser, pelos valores que conseguir, sem que o Benfica possa bloquear. E os encarnados apenas receberiam o valor do mecanismo de solidariedade.

A situação, apesar de delicada, tem, no entanto, solução. A pressão é muita em torno do jogador, que ainda admite a possibilidade de renovar a ligação às águias, fazendo fé em garantias de utilização, de importãncia, de papel de capitão de equipa, mas lida também com a hesitação do círculo próximo.

Nem a família, nem os representantes gostaram em absoluto da primeira proposta do Benfica e a saída para o estrangeiro continua na mira: ou neste verão, com o Benfica a receber, naturalmente, alguma coisa, ou no próximo verão. Neste capítulo importa dizer, porém, que os valores e os clubes de outros tempos não estão já disponíveis, com o mercado a abrandar em termos financeiros e, também, com a ausência do Mundial a não ajudar a cativar os clubes e as ligas mais importantes.

A posição dos encarnados, de acordo com informações a que tivemos também acesso, tem flexibilidade e números novos deverão surgir sobre a mesa assim que António Silva regressar de férias. O central é importante para o clube, para os adeptos e, muito provavelmente, para Marco Silva, pelo que o caminho do processo passará por uma aproximação, com o Benfica a melhorar a proposta.

Em causa estará sempre uma oferta para contrato de longo prazo — cinco anos, até junho de 2031 —, podendo a subida gradual de salário e prémios por objetivos ambiciosos ajudar a aproximar as partes. A redução da cláusula de rescisão, que é de €100 M, também deve estar sobre a mesa.

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