Trubin, o herói da Luz frente ao Real Madrid - foto: IMAGO
Trubin, o herói da Luz frente ao Real Madrid - foto: IMAGO

O que une Trubin, Bento e Nuno Espírito Santo?

Internacional ucraniano foi o segundo guarda-redes a marcar na história das águias e de José Mourinho. Dérbi contra o Sporting em competição esquecida e golo polémico do FC Porto no centro de fenómeno raro

Anatolyi Trubin fez história diante do Real Madrid. O guarda-redes ucraniano subiu à grande área merengue, vestiu a capa de super-herói e marcou o 4-2 a favor do Benfica que selou a qualificação para o play-off da UEFA Champions League, na quarta-feira.

Trubin tornou-se no primeiro guardião a marcar pelo Benfica no século XXI e seguiu o legado de uma lenda encarnada. Manuel Bento, que disputou 625 jogos pelas águias entre 1973 e 1990, fez o gosto ao pé de penálti durante um dérbi diante do Sporting (3-0), a 23 de junho de 1977, a contar para a primeira e única edição da Taça Federação Portuguesa de Futebol.

O primeiro nível da Taça FPF reuniu as 16 equipas que disputaram a edição 1976/77 da Liga durante o mês de junho, tendo sido conquistada pelo SC Braga. Barreirense e Bragança venceram as competições disputadas pelas equipas da segunda e da terceira divisão, respetivamente.

O lendário guarda-redes do Benfica fez o gosto ao pé diante dos leões, cerca de três meses antes de voltar a fazer a diferença, desta feita num desempate por penáltis. A primeira eliminatória da edição 1977/78 disputada entre Benfica e Torpedo de Moscovo foi decidida da marca dos 11 metros, após não ter sido marcado qualquer golo tanto na primeira como na segunda mão.

Bento defendeu dois penáltis russos, antes de ser chamado a converter o castigo máximo decisivo. O guarda-redes luso não tremeu e selou a qualificação das águias para a fase seguinte da prova.

Mourinho, NES e um penálti polémico

Anatolyi Trubin não cunhou apenas um lugar na história do Benfica, mas também de José Mourinho. O internacional ucraniano foi o segundo guarda-redes a marcar sob o comando do técnico luso. Nuno Espírito Santo, atual treinador do West Ham foi o primeiro, com polémica à mistura.

A 8 de março de 2003, o FC Porto goleava o Varzim nos quartos de final da Taça de Portugal quando teve direito a um penálti, nos últimos segundos da partida. O resultado tranquilo e o castigo máximo falhado por Edgaras Jankauskas aos 34' colocaram Nuno Espírito Santo na grande área contrária aos 90', pronto para a assumir a responsabilidade.

Nuno Espírito Santo consola o guarda-redes do Varzim - Foto: ASF/Eduardo Oliveira

O então guarda-redes do FC Porto comandado por José Mourinho não tremeu, marcou o sétimo golo azul e branco e espoletou a polémica. No final da partida, o treinador, José Alberto Costa, e o capitão, Alexandre, do Varzim voiciferaram a insatisfação face à decisão azul e branca e pediram «respeito».