O que pensa Froholdt da arbitragem em Portugal e o fator que o deixa «descontente»
— Ao longo da época, André Villas-Boas foi apontando o dedo a algumas decisões de arbitragem. Sentiu, em algum momento, que o FC Porto foi prejudicado?
— Numa época, vais sempre enfrentar alguns momentos em que os árbitros te dão algo a mais e alguns períodos em que sentes que não te dão o que mereces. Houve alguns momentos desses, sem dúvida, e não minto: houve momentos em que achei que não aconteceu aquilo que merecíamos, mas, no geral, as coisas equilibram-se. Mas, tendo de comentar algo sobre arbitragem e esse tipo de temas, digo que, na liga portuguesa, temos de focar-nos em ter mais tempo útil de jogo. Há demasiadas paragens, livres onde se permite que se perca muito tempo... Em alguns dos jogos grandes que jogámos contra o Sporting e o Benfica, nem sequer chegámos aos 45 minutos [de tempo útil]. Temos de olhar mais para esse tipo de coisas, para termos mais tempo de jogo e para que os adeptos possam desfrutar mais do futebol. Para nós, jogadores, também é mais agradável.
— O tempo que é dedicado a discutir arbitragem em Portugal, as polémicas… Teve dificuldades em adaptar-se a essa realidade?
— Adaptas-te bastante rápido, mas acho que o ponto em que me foquei mais e que me deixou um pouco surpreendido, ou descontente, foi o tempo útil de jogo. Mas os árbitros tomam as suas decisões e as coisas funcionam para ambos os lados. Como jogador, a única coisa que podes fazer é focares-te na tarefa que tens de fazer em campo. Tento não pensar muito nisso e, no balneário, também concordámos que, às vezes, o árbitro está contra nós, outras vezes não, mas só podemos focar-nos numa coisa: dar tudo em campo e fazer tudo o que pudermos para conseguir vitórias.