Diogo Costa, guarda-redes do FC Porto
Diogo Costa, guarda-redes do FC Porto - Foto: IMAGO

O quadro de Diogo Costa para o clássico com o Benfica

Desde a lesão com o Aves SAD que vem gerindo a condição física e, por isso, não defrontou o Farense. Reina otimismo nos azuis e brancos, mas Cláudio Ramos está de prevenção para qualquer contratempo

Diogo Costa, como A BOLA adiantou, não participou na partida de preparação contra o Farense, que assinalou o fim do estágio do FC Porto no Algarve. Desde a lesão sofrida contra o Aves SAD que a condição física do titular da baliza dos dragões vem sendo gerida com cuidado. Na altura, o guardião sofreu um espasmo muscular com cãibra no gémeo da perna esquerda, nada de especialmente relevante, mas que deixou uma marca persistente, que não alarma, mas obriga a alguns cuidados. Mais recentemente, sentiu também desconforto frente ao Santa Clara.

O guarda-redes tem visto a carga de trabalho gerida com critério, numa tentativa de controlar as dores e evitar qualquer agravamento numa fase importante da época. Ainda assim, dentro do FC Porto reina a convicção de que o internacional português estará apto para o clássico com o Benfica, até porque respondeu presente recentemente, diante do Santa Clara, mostrando que consegue competir com qualidade.

O cenário foi diferente frente ao Farense, jogo em que Diogo Costa acabou por não ser opção, precisamente porque persistia algum desconforto e não fazia sentido correr riscos desnecessários. Numa temporada longa, com decisões pelo meio e margem de erro reduzida, expor o número 99 portista a um esforço excessivo poderia ter custado caro mais adiante. Por isso, o departamento médico manteve o caso sob vigilância, mas sem sinais que, para já, tirem o sono à estrutura azul e branca ou a Francesco Farioli.

Em paralelo, a gestão de Diogo Costa abriu espaço para Cláudio Ramos assumir a baliza e ganhar o ritmo competitivo que qualquer guarda-redes suplente precisa. Frente ao Farense, o experiente guardião respondeu à altura, somando minutos e confiança, e garantindo ao FC Porto uma alternativa de peso caso surja qualquer contratempo de última hora.

Em vésperas de clássico, saber que Cláudio Ramos está pronto e em boa rotação é um trunfo adicional para Farioli, que pode, desta forma, concentrar-se mais na estratégia do que nas questões físicas.

Registo defensivo para igualar

O clássico com o Benfica surge ainda embrulhado num dado estatístico que reforça o excelente momento defensivo dos dragões. Se o FC Porto voltar a fechar a baliza, chegará aos quatro jogos consecutivos sem sofrer golos, igualando a melhor série da época neste capítulo.

Em setembro, os azuis e brancos assinaram um ciclo imaculado diante de Nacional, Rio Ave, Salzburgo e Arouca, repetido em novembro frente a Famalicão, Sintrense, Nice e Estoril. Agora, com Diogo Costa a recuperar e a muralha portista de novo em alta, o clássico do Dragão pode valer mais do que o avanço num troféu que o FC Porto quer conquistar: pode confirmar, uma vez mais, que tudo começa na segurança lá atrás.