Lukebakio no jogo com o Irão, no Mundial — Foto: IMAGO
Lukebakio no jogo com o Irão, no Mundial — Foto: IMAGO

O Mundial «frustrante» de Lukebakio

Extremo belga do Benfica soma apenas 32 minutos. Só foi uma vez utilizado

Dodi Lukebakio encarou o Mundial com a consciência de que teria de «fazer a diferença a partir do banco» na seleção da Bélgica, mas foi utilizado apenas uma vez em três jogos da fase de grupos. Pouco para quem se declarou, antes do pontapé de saída da competição, como um «competidor» cujo objetivo «é jogar e ser sempre titular».

O extremo belga de 28 anos, contratado pelo Benfica ao Sevilha por 20 milhões de euros, no fecho do mercado de verão de 2025, chegou animado ao Campeonato do Mundo. Não apenas tinha marcado um golo no último particular de preparação, com a Tunísia, apesar de apenas 17 minutos em campo, como tinha apresentado argumentos fortes ao selecionador Rudi Garcia nos particulares de março, com Estados Unidos (dois golos) e México (um golo).

A fratura no tornozelo esquerdo, em novembro, ameaçou até a convocatória. «Mal me consegui mostrar no Benfica», reconheceu. Mas ultrapassou «um dos momentos mais difíceis da carreira» e concretizou «o sonho de criança» de estar no Mundial.

O espírito positivo, porém, pode ser abalado. Lukebakio, com o Egipto, não saiu do banco, apesar das dificuldades ofensivas dos diabos vermelhos. No jogo seguinte, com o Irão, entrou aos 58 minutos para o lugar de Alexis Saelemaekers, mas a expulsão de Nathan Ngoy obrigou-o a jogar sozinho no ataque a partir dos 66’. Seguiram-se mais 90 minutos no banco de suplentes, contra a Nova Zelândia.

Lukebakio, para a publicação belga Walfoot, faz parte dos jogadores «desiludidos, apesar de continuar a trabalhar no duro». Amanhã, nos 16 avos de final, contra o Senegal, «voltará a estar dependente do desenrolar do jogo» com a esperança de poder «provar que o selecionador está errado». Até agora, segundo a mesma publicação, o Mundial de Lukebakio está a ser «frustrante».

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