«O Marítimo está no lugar que é seu por direito»: a promessa do presidente no regresso à elite
Após três temporadas de travessia no deserto na Liga 2, o Marítimo está de volta à elite do futebol nacional na sequência da vitória domingueira, por 2-1, sobre o Benfica B que carimbou matematicamente aquilo que já era (altamente) previsível.
Um dos grandes obreiros do feito é Carlos André Gomes, o gestor de 55 anos que em novembro de 2023 assumiu a presidência do clube, isto após um período de instabilidade com Rui Fontes na cadeira do poder. O lema para o mandato foi ‘Um Marítimo para Todos’ e a meta estava estabelecida e era inegociável: o regresso dos verde rubros à Liga. Dois anos e meio volvidos, aí estão os madeirenses no galarim do futebol nacional.
Carlos André Gomes ainda tem a voz rouca depois da celebração noite dentro nas ruas do Funchal após a chegada da comitiva, mas não tem grandes dúvidas: «No fundo, é o recolocar o Marítimo no lugar que é seu por direito.» Os louros atribui-os, acima de tudo, «a um conjunto de jogadores fantásticos que se uniram nas horas de maior adversidade». «Demonstraram uma alma que faz parte da génese» do leão da Almirante Reis. «É nas dificuldades que tem uma alma e um caráter que estão na génese deste clube. E foi isso que mostraram; nunca desistindo nem vergando perante as dificuldades», junta. «Focámo-nos sempre em nós próprios, abstraindo-nos no ruído exterior», passa como resto da receita.
Mas os olhos já estão postos no futuro e naquele que será o objetivo para o regresso à Liga em 2026/27. «O Marítimo atravessou um período difícil e tem de se voltar consolidar na Liga, sem loucuras, estabelecendo a manutenção como meta. Teremos de constituir uma equipa sólida para fazer um campeonato tranquilo, sofrendo o menos possível, embora saibamos que no futebol há sempre uma componente de imprevisibilidade que pode acarretar algum sofrimento perfeitamente normal», estabelece.
A campanha do Marítimo não foi sempre absolutamente linear, pois em novembro os galeses do Swansea pagaram a cláusula de rescisão de Vítor Matos e levaram o treinador, com o cargo a ficar nas mãos de Miguel Moita, um homem da casa. «O Vítor saiu e isso abalou um pouco mas ele deixou cá um conjunto de jogadores fenomenal que conseguiram levar o barco a bom porto. E deste plantel, uma larga fatia, está nos planos para a próxima temporada, apesar de estarmos conscientes de que o mercado de verão pode trazer sempre novidades», deixa como revelação.
E será que Miguel Moita vai continuar no comando dos maritimistas? «Adiante se verá. De momento, ainda é precoce falar do tema porque ainda faltam três jornadas para o final do campeonato e temos como objetivo muito bem definido sermos campeões da Liga 2», remata.