«O futebol é tráfico humano legalizado»
Chimy Ávila está atualmente sem clube, depois de o Betis ter acionado uma cláusula para rescindir antecipadamente o contrato do jogador, que era válido até 2027. A saída do clube verdiblanco custou 50 mil euros e pôs fim a uma passagem de dois anos e meio pela equipa.
Numa entrevista ao podcast Referentes, o avançado argentino fez uma dura reflexão sobre a realidade que muitos futebolistas enfrentam ao longo da carreira.
«O futebol é um tráfico humano legalizado. Ganha-se dinheiro? Sim, o jogador ganha dinheiro. Até marcar golos ou até ser útil. Depois, passas a ser uma máquina velha, é preciso ter uma máquina nova».
Apesar de ter tido a possibilidade de regressar ao seu país, as negociações não se concretizaram. Em Espanha, surgiram alguns interesses da segunda divisão, mas o jogador avalia as melhores opções para recuperar o nível.
Apesar de a sua passagem pelo Betis não ter correspondido às expectativas, com menos protagonismo do que o esperado após ter chegado como um reforço de luxo no mercado de inverno de 2024, Chimy encara o futuro com otimismo e valoriza o seu percurso.
«Não gostaria de voltar a jogar o jogo mais importante porque já o joguei e, graças a Deus e à ajuda de toda a minha família, consegui vencê-lo, que foi o jogo da vida, do bairro», afirmou.