Francesco Farioli, treinador do FC Porto - José Coelho/LUSA
Francesco Farioli, treinador do FC Porto - José Coelho/LUSA

O desconhecido Viktoria Plzen, sonho de Istambul e apuramento: tudo o que disse Farioli

Treinador do FC Porto fez a antevisão ao encontro da Liga Europa, amanhã, frente ao Viktoria Plzen

— O quão é importante uma vitória na Chéquia para o FC Porto?

— Sem dúvidas. Um bom resultado pode deixar-nos perto de um objetivo importante, principalmente também por nos possibilitar de poder retirar dois jogos do nosso calendário. Avançar de forma automática para a próxima fase é muito positiva até para a valorização da equipa e do plantel. Amanhã teremos pela frente um adversário que ainda não perdeu na Liga Europa, que só sofreu dois golos. Tendo em conta as adversidades, preparámos bem o jogo e vamos tentar vencer amanhã.

— O Viktoria Plzen não compete desde 14 de dezembro. Isso torna difícil de analisar o adversário?

De analisar, sem dúvida! Estão a recomeçar os jogos, será o primeiro deste ano para eles. Estiveram em estágio em Espanha com jogos particulares e agora têm alguns castigados e jogadores que saíram. Temos de estar preparados para vários cenários. Temos a nossa ideia sobre como vamos abordar o jogo, mas perceberemos melhor quando virmos o onze. Mas a identidade deles é bem clara e como defrontam os adversários. Nesse sentido, sabemos que é uma equipa física, forte na pressão individual em todo o campo, espero um jogo cheio de duelos, 'bolas sujas' em que o físico fará a diferença

— Há precisamente 15 anos, Villas-Boas estava sentado nessa cadeira e acabou por conquistar a Liga Europa pelo FC Porto. É um sonho dar este troféu ao agora presidente?

— É uma jornada muito longa. Ainda não nos qualificámos para a próxima fase. Ainda estamos muito longe de Istambul. A nossa jornada baseia-se no trabalho. O que a ‘Famiglia Portista’ nos tem dado tem sido a prova da união que existe entre todos, especialmente no Dragão. Todos mostram que estão presentes. Estamos no meio de muitas corridas, tanto no campeonato como na Liga Europa, e vamos tentar avançar em todas as competições. Sabemos que a jornada será cheia de desafios, mas que se tivermos todos juntos que estaremos também mais perto de atingir todos esses objetivos.

— Tendo em conta as condições atmosféricas, o onze de amanhã poderá ter novidades?

Não necessariamente. Para ser sincero, tenho de dar os parabéns ao Viktoria Plzen e a todas as pessoas que trabalham no clube, uma vez o relvado está em condições muito boas, tendo em conta a temperatura que está lá fora. Está OK para jogar futebol, fizeram um bom trabalho. Concordo com o treinador adversário quando diz que somos agressivos no momento de querer conquistar a posse de bola. Tenho a certeza que amanhã será um jogo cheio de contatos físicos e duelos.

— Sente que a sua equipa é fácil de analisar ou o contrário, tal como disse o treinador adversário na antevisão ao jogo?

— Depende. Fazemos o que temos de fazer. Não estamos verdadeiramente focados no julgamento ou leitura que as pessoas de fora fazem sobre a nossa equipa. Temos uma identidade muito clara. Mas acho que o comentário está correto.

— Falou sobre o número reduzido de golos que o adversário sofreu nesta Liga Europa, mas também o FC Porto sofreu muito poucos golos no campeonato. Espera um jogo fechado?

— Não sei. A forma como as duas equipas jogam levará a um jogo aberto, com algumas oportunidades de golo. Mas não sei como será amanhã. Sei que são a melhor defesa da Liga Europa e isso é um dado muito relevante para nós abordarmos o jogo de amanhã, pois temos de estar verdadeiramente ligados em campo. Tal como o Kiwior disse anteriormente, queremos aumentar a série de jogos sem sofrer golos. Tentámos sempre corrigir alguns pontos em termos defensivos. Ainda hoje tivemos cerca de 40-45 minutos a analisar o último jogo, frente ao Vitória. Portanto, sim, estamos sempre a tentar melhorar.