Gelo nórdico e magia polaca num empate que serve bem: as notas do FC Porto
6 Diogo Costa — Defesa simples a um remate de Pavlidis abriu-lhe a ficha, mas o primeiro grande momento chegou aos 24 minutos: reflexos tremendo ao travar uma bola desviada por Martim Fernandes que levava selo de golo. Quase a terminar, voltou a fechar bem a baliza, mantendo o empate.
5 Alberto — Subiu no terreno com critério, mas foi a defender que mais se destacou, sobretudo no' mano a mano' com Schjelderup — o elemento que Farioli mais queria neutralizar. Cumpriu a missão na maioria do jogo, embora não no golo do norueguês que iniciou a revolta encarnada.
7 Bednarek — Para quem vinha de limitações físicas, assinou um jogo de grande nível. Mandou no espaço aéreo e reforçou a muralha defensiva, impondo-se também nos duelos pelo chão. O Benfica só respirou quando Farioli mexeu e a frescura polaca começou a faltar.
6 Kiwior — Mais discreto que Bednarek, mas de uma eficácia notável. Cirúrgico nos cortes e atento às infiltrações de Pavlidis e Rafa, funcionou como a muleta perfeita do parceiro polaco — a dupla entende-se quase de olhos fechados. Parecia tudo sob controlo, até o Benfica despertar e forçar o 2-2.
6 Martim Fernandes — Regresso à competição após um mês parado, lançado logo a titular no lado esquerdo. Com Prestianni e Dedic pela frente, não era tarefa simples, mas saiu com distinção. Ainda assustou Diogo Costa com um desvio traiçoeiro, salvo pelo guarda-redes com classe. Enquanto as forças duraram, foi intransponível.
6 Alan Varela — Passe fabuloso a lançar Froholdt no golo inaugural. No miolo, enfrentou a batalha com os médios encarnados sempre de cabeça levantada, apoiado por Veiga e Froholdt. No golo de Barreiro, ficou a sensação de que podia ter feito mais oposição.
7 Gabri Veiga — Amarelado aos 36’, após um desentendimento com Otamendi, e substituído ao intervalo por precaução de Farioli. Antes disso, assistira Pietuszewski para o 0-2 e quase marcava de livre direto — Trubin negou-lhe o golo. Excelente exibição do espanhol, cheia de critério e classe.
6 Pepê — Cumpriu bem no plano tático, oferecendo apoio defensivo e recuando mais do que Pietuszewski para dar corpo à estrutura portista. Geriu um amarelo precoce, aos 26’, e acabou substituído ao intervalo.
6 Deniz Gul — Não teve intervenção direta no primeiro golo, mas a sua movimentação arrastou Otamendi e abriu caminho para a arrancada de Froholdt. Esteve perto de marcar, porém, Dedic negou-lhe a glória.
7 Oskar Pietuszewski — Que golo! Lançado por Gabri Veiga, sentou Otamendi com um toque de classe e rematou com potência inapelável para Trubin. Magia pura do menino polaco de 17 anos, que colocou o FC Porto em conforto no 0-2. Faltou-lhe alguma precisão no passe, fruto da juventude.
4 William Gomes — Não tirou proveito de o jogo ter ficado partido — estranho, considerando que é precisamente nesse cenário que costuma crescer.
4 Fofana — Entrou com vontade, mas sem a mesma finura de Veiga na construção. Deu espaço para Ivanovic cruzar no lance do empate.
4 Francisco Moura — Oposição demasiado frágil ao remate de Lukebakio no golo de Schjelderup.
4 Borja Sainz — De volta após a perda da mãe. Substituiu Pietuszewski e cumpriu missão defensiva ao intercetar uma bola de Prestianni. Três incursões ofensivas, sem consequências.
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