Presidente do Benfica homenageado: recebeu camisola com o 10 nas costas e viu imagens a brilhar com a camisola do Milan
Adicione A BOLA às suas preferências do Google

O Benfica demorou, mas está à vista o que fez

Vitória com equipa totalmente diferente da do jogo anterior provou o nivelamento (por cima) do plantel do Benfica. Pode ser este o fator diferenciador para o sucesso dos candidatos ao título

A demora estival na construção do plantel chegou a preocupar (muito) os adeptos do Benfica. Mesmo com Rui Costa a garantir que tudo estava a ser feito dentro dos timings certos, andou no ar uma percetível apreensão, tanto mais que se registou mudança de treinador e os principais objetivos da temporada tinham ficado tão perto e tão longe.

Estamos a vários meses de poder tirar conclusões — até porque também há adversários —, mas até ver vai-se provando que o presidente, afinal, tinha razão. O Benfica demorou, mas construiu um grupo muito forte, que proporcionou ao treinador, inclusivamente, rodar nove jogadores-nove! entre o fim de semana e a ida a Itália de quarta-feira.

Mesmo tratando-se de um Milan em convalescença e que parece a milhas dos tempos de glória, vencer em San Siro nunca será tarefa para menorizar, bem pelo contrário. Fazê-lo categoricamente, por diferença de dois golos e estando permanentemente por cima do jogo merece ainda maiores elogios.

O que Marco Silva demonstrou esta semana é que nem sequer se pode falar em segundas linhas quando se avalia a rotatividade que o treinador impôs. O plantel do Benfica, com os ajustes de final de mercado, tornou-se altamente equilibrado e nivelado. Como se diz agora, «tem muita profundidade».

O caso menos comum será o do guarda-redes, porque se sabe o quão pouco gostam, por norma, os treinadores de mexer com a estabilidade da posição. Desconhece-se se o regresso de Trubin é para valer ou se Marco vai fazer com a UEFA Europa League e/ou as Taças de Portugal e da Liga o que é comum ver-se com a utilização dos habituais guarda-redes suplentes. O que importa ressaltar, na prática, é que o ucraniano respondeu presente, com segurança, depois da pequena travessia no deserto provocada pela ascensão de Samuel Soares.

De resto, encontra-se com relativa facilidade em cada posição do plantel encarnado pelo menos duas alternativas válidas e de valor muito aproximado. Claro que haverá sempre figuras mais indiscutíveis que outras, mas nesta altura parece evidente que cada momento ditará as escolhas do treinador, convicto (e bem) de que não é possível fazer uma época com apenas 13 ou 14 jogadores.

Com as exigências atuais do calendário desportivo, este pode ser um fator diferenciador. O futuro dirá qual dos candidatos tem maior plasticidade e o Benfica parece seguir na frente.

A iniciar sessão com Google...