Ninguém o conhece, mas Messi quis a camisola dele
Estreou-se na seleção de Curaçau aos 26 anos. Pode parecer tarde, mas é apenas o reflexo de um processo que levou Eloy Room, nascido nos Países Baixos, a optar por representar a seleção da pequena nação caribenha, uma antiga colónia neerlandesa, que vai fazer a estreia em Mundiais. Era 2015 e o selecionador então era o antigo avançado Patrick Kluivert, que queria contar com jogadores experientes para construir a equipa; por via do pai, Room era selecionável. Nessa altura jogava no Go Ahead Eagles, por empréstimo do Vitesse, e na estreia, em junho de 2015, defrontou Trinidad e Tobago e foi eleito homem do jogo.
Em 2023, um dos pontos mais excitantes da carreira: poder defrontar a Argentina num particular. Curaçau acabou por perder 0-7, com hat trick de Messi - que nesse jogo chegou aos 100 golos pela seleção - , mas Room tirou coisas positivas apesar de ter encaixado sete golos. Poder dizer aos amigos, filhos, restante família, que o argentino lhe pediu a camisola. Talvez a quisesse pelo tal marco dos 100 golos, mas pouco importou. «No intervalo, passei por ele a caminho do túnel e aproveitei para lhe pedir a camisola. Ele anuiu, dizendo que o faríamos no final», recordou o guardião. «Pensei logo que estava apenas a ser cordial e que se esqueceria.» Mas não esqueceu. No fim do jogo, Room foi ter com Messi, mas não estava preparado para o que se seguiu. «Pensei que ele provavelmente não ia precisar, mas pediu a minha imediatamente. E até me elogiou por algumas defesas.»
Curaçao’s Eloy Room receives a piece of football history with Lionel Messi’s 100th Argentina goal shirt 😍 pic.twitter.com/VgaAzA1Mv9
— Football on TNT Sports (@footballontnt) March 29, 2023
Depois de passagem de cinco épocas pelo Columbus Crew, Ely Room voltou ao Vitesse e passou ainda pelo Cercle Brugge, mas quis o destino que ele e Messi estivessem de novo juntos, a jogar na mesma cidade: Messi no Inter Miami (MLS) e ele no Miami FC, da segunda divisão.
Este artigo partiu do perfil de Eloy Room que A BOLA publicou no âmbito da Guardian Experts’ Network, uma rede de troca de conteúdos liderada pelo conceituado jornal inglês, e que inclui meios de comunicação social de vários países representados no torneio.