Neymar no regresso à seleção (Foto: EPA/CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH)
Neymar no regresso à seleção (Foto: EPA/CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH)

Neymar chora após o regresso à seleção do Brasil

Melhor marcador de sempre do país ficou quase mil dias sem o representar

Neymar voltou a vestir a camisola da seleção na vitória por 3-0 sobre a Escócia, no Mundial, e não conteve as lágrimas no final da partida, após uma ausência de 980 dias de jogos do Brasil, muito marcada pelos vários problemas físicos do avançado de 34 anos.

O camisola 10 entrou ao minuto 75, para o lugar de Matheus Cunha e, nos 20 minutos em que esteve em campo, mostrou-se participativo. Fez várias distribuições de passe, criou perigo na marcação de bolas paradas, auxiliou nas tarefas defensivas e ainda conseguiu um remate enquadrado com a baliza aos 89’, para defesa de Angus Gunn. No apito final, a emoção tomou conta do jogador, que chorou em campo.

A longa ausência do avançado deveu-se a uma grave lesão sofrida a 18 de outubro de 2023, durante um jogo contra o Uruguai, em Montevidéu, a contar para a qualificação sul-americana para o Mundial. Nessa partida, Neymar sofreu uma rutura do ligamento cruzado anterior e do menisco do joelho esquerdo, que o afastou dos relvados por mais de um ano.

Esta foi, de resto, a maior paragem de Neymar desde a sua estreia pela seleção brasileira, a 10 de outubro de 2010, num jogo particular contra os Estados Unidos. Desde então, o jogador tornou-se o maior marcador da história da seleção, com 79 golos em 128 jogos, ultrapassando o registo de Pelé (77 golos).

Este é o quarto Campeonato do Mundo em que participa, depois das edições de 2014, 2018 e 2022, o que faz com que Neymar se junte a um grupo restrito de brasileiros que estiveram em quatro Mundiais: Nílton Santos, Castilho, Djalma Santos, Pelé, Leão, Cafu, Ronaldo e Thiago Silva.

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