Cher Ndour marcou 7 golos e fez 3 assistências em 47 jogos pela Fiorentina em 2025/26
Cher Ndour marcou 7 golos e fez 3 assistências em 47 jogos pela Fiorentina em 2025/26 - Foto: IMAGO

Ex-Benfica a brilhar em Itália: «Nunca me arrependo das escolhas que faço...»

Cher Ndour completou a formação nas águias, mas só somou um jogo na equipa principal, tendo explicado a saída de Portugal para o PSG. Agora, é feliz na Fiorentina

A começar a segunda temporada completa ao serviço da Fiorentina, Cher Ndour concedeu uma entrevista à Gazzetta dello Sport e abordou o seu percurso no mundo do futebol, que até agora tem tido bastantes mudanças, apesar de ainda só ter 21 anos.

O médio italiano nasceu em Brescia, onde começou a jogar futebol, esteve 7 anos na Atalanta, tendo recusado a Juventus, mas completou a formação no Benfica. Porém, apenas se estreou na equipa principal (um jogo), terminando o contrato e assinando pelo PSG (4 jogos e 1 golo). Seguiram-se empréstimos a SC Braga e Besiktas, mas foi de regresso a Itália que se assumiu como titular da Fiorentina na época passada (47 jogos, 7 golos, 3 assistências). Além disso, já chegou à seleção italiana, lamentando o novo falhanço no apuramento para o Mundial.

Questionado sobre o motivo para sair de casa e assinar pelo Benfica, Cher Ndour explicou: «Pelo meu caráter, tenho tendência a estagnar, preciso de estímulos. O Benfica trabalha bem com os jovens, e aceitei também graças aos meus pais, que me apoiaram. Os primeiros meses foram difíceis, havia a pandemia Covid-19 e fazíamos tudo por videochamada...»

Depois de muitas experiências, sentiu-se pronto para voltar a Itália. «Os cinco anos e meio que passei no estrangeiro fizeram-me crescer como pessoa e amadurecer. Falo quatro línguas e joguei em quatro campeonatos diferentes. A Fiorentina é um grande clube, tem um centro desportivo de altíssimo nível e aposta nos jovens», afirmou, lembrando a nega à Juventus com 13 anos.

«Nunca me arrependo das escolhas que faço. Naquela altura, era certo ficar na Atalanta, onde tinha entrado na formação aos 10 anos. Era demasiado novo para me mudar para um internato. Depois, venci a Juventus nos penáltis na meia-final da Youth League com o Benfica e, este ano, marquei em Turim: a maior alegria, a par do golo contra a Inter, talvez um pouco mais por causa da rivalidade histórica entre as claques», contou.

Um dos grandes momentos foi partilhar o balneário com estrelas mundiais em Paris. «Aos 18 anos, dei por mim num balneário incrível, foi como fazer carreira no jogo FIFA. Estava apreensivo, mas todos me receberam bem, a começar pelo Donnarumma. O Mbappé nos treinos é idêntico ao que é quando joga: vai a mil à hora e marca golos de qualquer posição. O Luis Enrique impressionou-me: pouca ginástica e pouco trabalho aeróbico, tudo técnica», apontou.

Por fim, destacou Cristiano Ronaldo como um ídolo. «O Cristiano Ronaldo pela mentalidade, mas na minha posição sempre adorei o Pogba. É um jogador fantástico», completou.

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