Viktor Gyokeres (Imago)
Viktor Gyokeres (Imago)

Nem Gyokeres, nem Viktor: apenas Einar... (as notas do Arsenal)

O sueco que encantou os sportinguistas durante dois anos passou totalmente ao lado do jogo...

Declan Rice, o capitão arsenalista, tem pés de veludo — e todos sabemos disso. Tem sido soberbo a marcar livres diretos e, no Emirates, tentou ser importante a bater cantos. Marcou muitos, quase todos bem, mas não teve, na área, companheiros eficazes a desviar a bola. De resto, o costume: visão periférica fantástica a lançar os homens da frente e, sobretudo, clarividência absoluta.

Cinquenta e cinco minutos e cinquenta segundos: sai o senhor Einar e entra Kai Havertz, o marcador do golo arsenalista em Alvalade. Leu bem: quem saiu foi Einar, porque nem Viktor nem, muito menos, Gyokeres puseram os pés no Emirates. O sueco, naqueles quase 56 minutos, limitou-se a ser um quarto central do Sporting, ao lado de Quaresma, Diomande e Inácio. Ninguém precisou de o meter no bolso; ele simplesmente não apareceu.

Outro bem abaixo do nível que se espera de alguém que joga no líder da Premier League foi Mosquera: lentidão, passes falhados e empurrão nas costas de Maxi Araújo, que poderia ter originado penálti.

Raya foi gigante em Alvalade, mas esteve menos bem no Emirates, sobretudo com os pés: um, dois, três falhanços, sobretudo, aos 40’, quando meteu a bola nos pés de Pedro Gonçalves, à entrada da área.

Eze entrou ativo, como se fosse um carro de altíssima cilindrada, criando situações de algum perigo, através de passes e dribles, mas saiu aos 79’, quando já não tinha gás. Por fim, Dowman: 16 anos e já muito bom.

As notas do Arsenal: David Raya (5), Mosquera (3), Saliba (6), Gabriel Magalhães (6), Hincapié (5), Zubimendi (6), Rice (7), Madueke (6), Eze (7), Martinelli (6), Gyokeres (3), Havertz (5), Dowman (6), Gabriel Jesus (5) e Trossard (4)