Empata a duas bolas na Catalunha. #DAZNLaLiga

«Não vamos ser os Países Baixos de Cruyff ou o Brasil dos anos 70...»

Declarações de Manolo González, treinador do Espanhol, depois do empate na receção ao Celta

O Espanhol conseguiu travar a série de derrotas, mas deixou escapar a vitória frente ao Celta, para a LaLiga, já na compensação. No final do encontro, o treinador dos catalães, Manolo González, considerou o jogo «complicado», lamentando ter somado apenas um ponto.

Na conferência de imprensa, o técnico fez a sua análise à partida. «Penso que começámos bem. A partir daí, começámos a cometer erros. A segunda parte foi bastante melhor a partir das substituições, mas precisamos de recuperar as sensações defensivas que tínhamos. É positivo que a equipa some pontos depois de uma série de derrotas», afirmou.

Manolo González mostrou-se preocupado com o momento da equipa, sublinhando que o problema vai além da posse de bola. « O jogo já não é uma questão de bola. Na primeira volta atacávamos bem e agora não estamos a ser fortes. Para recuperar as sensações, é preciso defender bem», explicou, acrescentando que a ansiedade leva os jogadores a tomar más decisões. «Não é uma questão de não querer, mas a ansiedade leva-te a tomar ações que não deves. Não se trata de não correr, mas sim de estrutura e ordem. E aí entro eu, e tenho de recuperar isso».

O treinador do Espanhol reconheceu ainda a importância das alterações feitas durante o jogo, que foram fundamentais para garantir o empate. «As substituições funcionaram bem e deram-nos muito. Ajudaram-nos e deram-nos força», apontou. Questionado sobre a sua celebração efusiva no segundo golo, o técnico revelou que o objetivo era motivar os adeptos. «Fi-lo para animar o público, para que nos ajudassem, para que as pessoas se ligassem ao jogo. Sabíamos que, quando a confiança não é a mesma de há um mês, é preciso tentar animar. Quando perdemos, não gostamos. Não sou uma pessoa que goste de perder e deixei sair um pouco da raiva», confessou.

Por fim, Manolo González insistiu na necessidade de a equipa reencontrar a sua solidez defensiva para voltar aos bons resultados, estabelecendo uma meta realista. «Não vamos ser os Países Baixos de Cruyff ou o Brasil dos anos 70, mas fomos uma equipa competitiva durante todo o ano de 2025. Depois podes ganhar ou perder, mas temos de voltar a isso», concluiu.

#DAZNLaLiga