Deniz Gul foi a figura maior da vitória do FC Porto na Reboleira — Foto: IMAGO
Deniz Gul foi a figura maior da vitória do FC Porto na Reboleira — Foto: IMAGO

Não há fome que não dê em desenfreada Gul(a) (as notas do FC Porto)

Ponta de lança turco aproveitou o penálti para reforcar em campo depois de um falhanço incrível. Chegou ao bis e, embora não o soubesse ainda, acabaria por resolver um jogo que se tornaria bastante complicado
MELHOR EM CAMPO: Deniz Gul (FC Porto, 7)

Mais do que ter resolvido um jogo que não parecia difícil, mas que se complicaria bem dentro da segunda parte, o bis de Deniz Gul poderá alavancar o crescimento que há muito se espera do jovem ponta de lança no FC Porto. O internacional turco não é Samu ou Luuk de Jong, os seus argumentos são sobretudo os duelos físicos e os momentos de finalização, porém será sempre mais útil quanto mais confiante estiver. Se aquele falhanço, aos 15', que acabaria por ser apagado dos registos por fora de jogo, poderia ter dado tom negativo à sua exibição, a verdade é que o penálti, convertido depois com a frieza necessária, ofereceu-lhe rapidamente o conforto para um resto de desafio muito mais eficaz. Belo cabeceamento, na sequência de um bom cruzamento de Alberto Costa, confirmou-o aos 38 minutos.

DIOGO COSTA (6) — Tarde praticamente sem trabalho no primeiro tempo, no segundo viu três bolas nos postes e assinou, aos 75', a defesa da tarde, perante Marcus Abraham, que adiou o golo do Estrela da Amadora, no qual nada poderia ter feito.

ALBERTO (6) — Num jogo em que ofensivamente ainda não tinha dito «presente» com grande convicção — a presença de Pepê em largura rouba-lhe espaço para subir —, é sua a assistência para o bis de Deniz Gul, num excelente cruzamento.

THIAGO SILVA (5) — Não houve jogada que melhor demonstrasse toda a sua inteligência como aquela em que, ao ver Rosário sob pressão, e Gabri Veiga e Froholdt longe do seu alcance, levou ele mesmo a bola para o ataque. Na segunda parte, Stoica fugiu-lhe nas costas para acertar depois no poste, e terá sido essa a sua maior distração em toda a partida.

BEDNAREK (5) — Está como peixe na água quando lhe é pedido para pôr em campo toda a dimensão física e soma cortes e desarmes com facilidade. Concentração absoluta, beneficia da melhor relação dos companheiros de ambos os lados (Thiago e Kiwior) com a bola no momento da construção. Aos 4', podia ter inaugurado o marcador após livre de Gabri e esforço de Gul. Ficou mal na fotografia na simulação que abriu espaço à corrida de Abraham na segunda parte para o segundo remate tricolor ao barrote.

KIWIOR (5) — Foi de novo lateral e o mais perigoso dos estrelistas, Marcus Abraham, demorou até o deixar atrapalhado. Perceção fantástica aos 32', quando se antecipou ao pé esquerdo do rival numa veloz transição dos tricolores. Menos exuberante aos 59', quando Abraham ainda acertou no poste, mas com o pé direito, com o aperto do polaco a pelo menos não lhe ter dado a oportunidade de usar o melhor pé. Mais longe aos 62, com o nigeriano a falhar de forma escandalosa, sem marcação ou alguém na baliza. Ele próprio esteve perto do golo aos 51', cabeceando para defesa de Grilo.

PABLO ROSARIO (6) — A equipa procura-o na fase de criação e os rivais já se aperceberam, com Rodrigo Pinho atento a tentar bloquear essa ligação. É ótimo porto de abrigo, ainda que o passe de rotura nem sempre tenha saído da bem. Acabou como defesa.

FROHOLDT (6) — Não realizou uma exibição exuberante, tal como o resto da equipa, embora a disponibilidade tenha estado sempre lá, mesmo quando o jogo já se aproximava do fim. Aos 15', atacou como é habitual o canal entre lateral e central para cruzar para Gul. O fora de jogo livrou o companheiro de um falhanço inacreditável.

GABRI VEIGA (6) — Nos primeiros minutos, pareceu querer a assumir liderança da equipa, com uma série de iniciativas perigosas, entre as quais um remate de longe, mas foi nas bolas paradas que melhor se expressou. Do seu pé direito saiu sempre muito perigo.

PEPÊ (5) — O lado direito parece limitá-lo, perdendo expressão. Compensa na agressividade que entrega à pressão alta.

PIETUSZEWSKI (6) — Na primeira vez que embalou para a baliza, ganhou o ressalto a Scholze e Lekovic e foi derrubado por Jansson. Penálti e 1-0. Nem sempre definiu bem, mas aos 41' ameaçou decalcar a mesma jogada, agora com Abraham e Scholze, mas acabou por cair. Importante.

MOFFI (4) — Entra sempre com vontade, mas não parece atravessar momento de confiança.

WILLIAM GOMES (4) — O jogo estava a mudar quando rendeu Pepê. Pouco em jogo.

RODRIGO MORA (4) — Não entrou bem na partida, perdendo algumas bolas em situação ofensiva. Longe do que já mostrou.

MARTIM FERNANDES (4) — Ainda podia ter assistido, mas falhou o passe.

FOFANA (-) — Entrou para dar força e energia. Segurar.

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