O eslovaco Ivan Kruzliac, de 41 anos, foi o árbitro do Bodo/Glimt-Sporting - Foto: IMAGO
O eslovaco Ivan Kruzliac, de 41 anos, foi o árbitro do Bodo/Glimt-Sporting - Foto: IMAGO

Não era penálti! A análise de Pedro Henriques ao Bodo/Glimt-Sporting

Especialista de A BOLA considerou que o trabalho do árbitro eslovaco Ivan Kruzliac foi irregular, com erros ao perdoar amarelo por pisão a Geny e ao assinalar o penálti que colocou os noruegueses em vantagem

3' Ficou por mostrar um cartão amarelo a Fredrik Bjorkan que teve uma entrada duríssima sobre Geny Catamo, na ocasião ao esticar a sua perna direita e com o pé pisou e de forma negligente pisou o pé direito do avançado moçambicano dos leões.

20’ Morten Hjulmand protestou, palavras e sobretudo gestos, com a decisão do árbitro, que de forma correta não assinalou falta sobre o capitão leonino, e não houve mesmo falta. O capitão pode falar com o árbitro, mas não pode protestar, nem ele, nem nenhum jogador.

Positivo
Os três amarelos que foram mostrados e na análise nos restantes lances na área. Tentou deixar jogar e privilegiar o contacto físico.
Negativo
A análise no lance do penálti e o protocolo VAR que limita intervenção nesta situação. O tempo extra dado no segundo tempo.

29’ A UEFA quer, em lances de contacto, disputa de bola, cargas para conquista ou ganho de posição, que se deixe jogar, considerando as cargas dentro do espírito do jogo quando esses contactos são laterais, próximos, em que ninguém tem a bola dominada ou controlada. Neste caso específico, ambos os jogadores esticam as suas pernas para tentar jogar a bola, Sondre Fet o pé esquerdo e Georgios Vagiannidis o pé direito e com o esférico ao alcance de ambos. O contacto existiu, mas não houve empurrão, não há braço esticado e o contacto ao nível da anca é fruto do movimento de ambos na projeção das pernas para a frente e na direção da bola. Quanto ao VAR na UEFA, uma vez mais a sua intervenção tem de ser no muito claro e obvio e com uma situaçãode contacto, que existiu, na qual provavelmente a análise seria sempre feita ao nível da intensidade, da causa e da consequência, e o protocolo nunca iria deixar intervir para reverter, sendo que as imagens que iria mostrar dariam sempre o contacto que houve, daí a validação por parte do VAR, provavelmente não porque concorde emabsoluto com a decisão, mas sobretudo por não poder provar o contrário, não penálti, de forma absoluta e inequívoca. Não concordo com a infração de castigo máximo que foi assinalada.

45+1' O segundo golo do Bodo, que esteve em analise no VAR por causa de eventual fora de jogo, acabou por ser validado, e bem, porque, quando Hauge remata, nem Blomberg, que marcou, nem Hogh, que correu para a bola, estavam em posição irregular.

44’ Jostein Gundersen estica a perna direita e toca, derruba e rasteira Geny Catamo quando este, se não sofresse falta, poderia entrar ou cruzar para a área, criando situação de perigo. Por cortar um ataque prometedor, foi correta a decisão disciplinar.

45’ Foram dados quatro minutos de tempo extra, em função das assistências médicas a Geny Catamo e a Rui Silva, assim como pelo momento do penálti, durante o qual se esteve a aguardar a confirmação do VAR.4

46' Na área do Bodo há uma bola cruzada para Luis Suárez, que esticou a perna para rececionar o esférico e sofreu um contacto, lateral, normal e sem falta ou carga por parte de Odin Bjortuft. O VAR confirmou a decisão. Sem penálti.

76' Numa entrada por trás, muito dura, Kasper Hogh estica a perna esquerda e com o pé entra de sola no calcanhar esquerdo de Fresneda. Foi bem sancionado com o respetivo cartão amarelo por uma entrada muito negligente.

79' Luís Suarez ficou a queixar-se de ter sofrido falta na área do Bodo, mas não houve motivo para penálti, pois foi o avançado colombiano que ao esticar a sua perna direita para rematar acertou com o pé no calcanhar esquerdo de Fredrik Bjorkan.

90’ Foram dados três minutos de tempo extra, para recuperação de tempo perdido, numa segunda parte que teve um golo, um amarelo e cinco paragens para substituições, em que entraram oito jogadores. Tempo escasso para as ocorrências. O tempo certo eram cinco minutos.

Nota do árbitro: 5
Ivan Kruzliac, Eslováquia, 41 anos