Muriel Furrer esteve 82 minutos por encontrar após queda fatal
As autoridades suíças anunciaram esta segunda-feira o encerramento da investigação à morte da ciclista júnior Muriel Furrer, ocorrida durante os Mundiais de Estrada da UCI de 2024, em Zurique. A jovem de 18 anos não foi encontrada durante aproximadamente 82 minutos após o acidente.
O Ministério Público de Zurique concluiu, dezoito meses após o trágico incidente, que não houve envolvimento de terceiros nem qualquer «violação de dever criminalmente relevante». Muriel Furrer sofreu uma grave lesão na cabeça após uma queda na prova de estrada de juniores femininos, a 26 de setembro de 2024, e acabou por falecer no hospital para onde foi helitransportada.
De acordo com o comunicado oficial, «os primeiros socorristas chegaram ao local do acidente poucos minutos após a ciclista ter sido encontrada e iniciaram imediatamente os primeiros cuidados médicos». O processo subsequente incluiu o resgate da atleta, que se encontrava em vegetação rasteira, e a sua preparação para o transporte hospitalar.
A investigação não encontrou «nenhuma evidência de violações de dever criminalmente relevantes, seja em relação à demorada operação de resgate ou aos cuidados médicos subsequentes no Hospital Universitário de Zurique».
Recorde-se que, a pedido da família de Furrer, os Mundiais de Estrada de 2024 prosseguiram conforme planeado. Como homenagem, em 2025, a UCI retirou o seu dorsal número 84 das futuras provas de estrada de juniores femininos. Além disso, no ano passado, todos os ciclistas nos Mundiais competiram com localizadores GPS.
Muriel Furrer, natural de Egg, era uma atleta promissora. Em 2024, sagrou-se vice-campeã suíça de juniores tanto na prova de estrada como no contrarrelógio, tendo terminado em 44.º lugar no contrarrelógio dos Mundiais desse ano. Competia pela equipa suíça de BTT BIXS Performance Race Team e também se destacava no ciclocrosse, onde foi vice-campeã nacional na época 2023/24.
Na altura do acidente, o presidente da UCI, David Lappartient, abordou a questão da segurança. «A segurança não é algo simples, e é por isso que equipas, organizadores e a UCI trabalham em conjunto, e não para atirar batatas de um lado para o outro», afirmou numa conferência de imprensa.
«O nosso objetivo comum é garantir um ciclismo mais seguro, porque, caso contrário, os pais terão receio de deixar os seus filhos praticar ciclismo».