Dinis Pinto travou vários e intensos duelos com Maxi Araújo - Foto: Miguel Lemos/Kapta+
Dinis Pinto travou vários e intensos duelos com Maxi Araújo - Foto: Miguel Lemos/Kapta+

Muralha resistiu até ao primeiro sopro (as notas do Moreirense)

Equipa cónega resistiu 52 minutos, fruto de uma boa organização defensiva e pouca audácia ofensiva. Uma estratégia que resultou até ao deslize de Cédric Teguia que originou o primeiro golo. A partir daqui nada foi igual... defensivamente. Porque no ataque só houve perigo a sair da banco...
Figura do Moreirense: Dinis Pinto (6)
Capitão, voz de comando de uma defesa que se manteve firme até ao primeiro deslize. O lateral-direito, que cerrou os dentes nos muitos duelos com Maxi Araújo, foi a alma da equipa enquanto esta manteve vivo o resultado. Arriscou com algumas subidas, com critério, muita disponibilidade física e acerto nas decisões.
Dinis Pinto travou muitos duelos com os alas esquerdinos dos leões - Miguel Lemos/Kapta+

Foram... 52 minutos de resistência. De um coletivo forte e organizado que acabou por cair ao primeiro deslize. Notas positivas para André Ferreira, guarda-redes atento, com saída aos pés de Trincão (8) como momento alto. Muralha consolidada por quarteto muito solidário nas tarefas defensivas. Dinis Pinto, muito forte na marcação, Gilberto Batista, veloz a vigiar movimentações ofensivas dos alas leoninos, Maracás, o patrão, sempre disponível e forte nos duelos (tirou o golo a Suárez aos 31’) e Álvaro Martínez, mais contido e menos exuberante, mas igualmente eficaz como quando tirou a bola a Fresneda após defesa incompleta de André Ferreira (49). A dupla de médios cónegos, Stjepanovic e Rodrigo Alonso, limitaram-se a fechar espaços e travar inúmeros duelos com Hjulmand e Morita. Os problemas do Moreirense surgiram daqui para a frente, com uma equipa que poucas vezes se estendeu no terreno. Kiko Bondoso e Alanzinho, sem bola, espaço reduzido, não apareceram, e foi em Cédric Teguia, com uma perda de bola comprometedora sobre Maxi, que originou o primeiro golo de Trincão. Maranhão foi presa fácil para os defesas leoninos e do banco apenas uma entrada que animou: Nile John que em poucos minutos foi o mais ameaçador com dois remates, um deles ao ferro. Mas pouco, muito pouco para assustar o leão. 

Notas do Moreirense: André Ferreira (5); Dinis Pinto (6), Gilberto Batista (5), Maracás (5) e Álvaro Navarro (5); Rodrigo Alonso (4), Stjepanovic (5); Cédric Teguia (4), Alanzinho (4) e Kiko Bondoso (4); Yan Maranhão (4) 

Suplentes: Nile John (6), Landerson (5), Luís Hemir (4), Leandro Santos (4), Afonso Assis (-)