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Mundial 2026: Thomas Tuchel responde às críticas de Trump
Thomas Tuchel respondeu às surpreendentes críticas de Donald Trump após a desastrosa eliminação da Inglaterra do Mundial, defendendo as suas opções táticas.
A Inglaterra foi afastada do torneio após uma reviravolta nos últimos sete minutos da meia-final, com a Argentina a marcar dois golos e a selar a vitória. A abordagem defensiva de Tuchel em Atlanta tem estado sob intenso escrutínio, especialmente a decisão de recuar a equipa após marcar.
As críticas subiram de tom com a estatística de que Harry Kane não fez um único toque na área adversária e a substituição do marcador do golo, Anthony Gordon, aos 72 minutos, pelo defesa Ezri Konsa. Até o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a utilização «defensiva» do capitão inglês na segunda parte.
Confrontado com a observação do presidente, Tuchel retorquiu: «Usa o Donald Trump como testemunha para o caso? Defendemos em bloco baixo. É o que se faz quando se defende em bloco. Defendemos a dez e a onze. E se somos empurrados para um bloco baixo, todos defendem em bloco baixo».
Na antevisão do jogo de atribuição do terceiro lugar contra a França, no sábado, o selecionador inglês assumiu a responsabilidade pela dolorosa derrota, mas recusou-se a entrar num «jogo de culpas»: «Assumo a responsabilidade. Se for mais fácil, se alguém tiver de assumir a culpa, eu assumo. Não é um problema», afirmou Tuchel. «Mas não vou entrar nesse tipo de jogo. Porque, para mim, não há ninguém a culpar. É a nossa dor, a minha dor e a dor dos jogadores. Nós sentimos a maior dor de todas, e é a nossa cicatriz que carregamos agora».
Com contrato até depois do Euro 2028, Tuchel, de 52 anos, tenciona cumpri-lo e mostrou-se irredutível quanto à sua continuidade, mesmo que a opinião pública se vire completamente contra si. «Nunca posso mudar a minha opinião sobre se gostaria de continuar», declarou.