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Mundial 2026: perfis dos jogadores do Qatar
22. MESHAAL BARSHAM
Data de nascimento: 14 de fevereiro de 1998
Clube: Al-Sadd
Posição: Guarda-redes
Especialista em penáltis
Irmão de Muamer, medalha de ouro no salto em altura nos Jogos Olímpicos de 2020, Barsham herdou uma agilidade semelhante e fez nome graças à sua apetência para defender penáltis. Nascido no Sudão, assumiu a titularidade nos dois últimos jogos da fase de grupos do Mundial-2022, contra o Senegal e os Países Baixos, após a desastrosa estreia do Qatar, mas ainda assim sofreu cinco golos. Deu a volta por cima ao sagrar-se o melhor guarda-redes na conquista da Taça da Ásia de 2023 pelo Qatar, provando que não lhe falta força mental. Não é o mais alto dos guardiões, ficando ligeiramente abaixo de 1,80m, mas compensa com a famosa elasticidade da família Barsham para chegar onde outros não conseguem. «É capaz de fazer defesas fantásticas», elogiou o ex-selecionador do Qatar, Félix Sánchez. «E é muito profissional, o tipo de guarda-redes que todos os treinadores querem.»
21. SALAH ZAKARIA
Data de nascimento: 24 de abril de 1999
Clube: Al-Duhail
Posição: Guarda-redes
Visto há muito como o herdeiro natural da baliza, a verdade é que a afirmação total ainda não aconteceu. Agora com 27 anos, Zakaria estabeleceu-se como o número 1 do Al-Duhail, mas foi associado aos gigantes egípcios do Zamalek em 2025, em parte por possuir cidadania egípcia. Além de ser um guardião sólido entre os postes, é muito valorizado pelos treinadores pelo seu jogo de pés, sentindo-se igualmente confortável a repor a bola curta ou longa com ambos os pés. É improvável que assuma a titularidade neste Mundial, mas já provou ao nível de clubes que é uma alternativa de total confiança.
1. MAHMOUD ABUNADA
Data de nascimento: 5 de fevereiro de 2000
Clube: Al-Rayyan
Posição: Guarda-redes
Com mais de 1,90m, o camisola 1 do Al-Rayyan é um dos guarda-redes mais altos da Ásia. Apesar de saltar à vista pela regularidade na liga do Qatar ao longo dos anos, o seu percurso internacional tem sido invulgar. O guardião nascido em Doha foi convocado pela primeira vez em 2020 e, embora tenha entrado e saído das convocatórias nos cinco anos seguintes — rodando por vezes nos sub-23 —, nunca saiu do banco. A oportunidade de se estrear surgiu finalmente em outubro passado, nos dois jogos do play-off de acesso ao Mundial que selaram a inédita qualificação do Qatar em campo. Chamado aos palcos mais importantes da história do país, não tremeu.
3. LUCAS MENDES
Data de nascimento: 3 de julho de 1990
Clube: Al-Wakrah
Posição: Defesa
Por uns tempos pareceu que este defesa-central canhoto, nascido no Brasil, se tornaria o herói da qualificação ao marcar o golo da vitória contra o Azerbaijão, aos 12 minutos de compensação, controlando um cabeceamento numa área lotada para fuzilar ao ângulo superior. No fim de contas, o Qatar ainda precisou do play-off para carimbar o passaporte, mas ficou o cartão de visita de um jogador talhado para as grandes ocasiões. Em 2014 trocou o Marselha pelo El-Jaish e, embora ninguém previsse que ficaria no país por nove anos, até se naturalizar qatari, foi exatamente isso que aconteceu. Teria sido muito útil uns meses antes, no Mundial transato; tentará agora recuperar o tempo perdido entre junho e julho.
4. ISSA LAYE
Data de nascimento: 22 de dezembro de 1997
Clube: Al Arabi
Posição: Defesa
O defesa nascido no Senegal recebeu a nacionalidade qatari em 2025, após seis anos a alinhar na Qatar Stars League. Com quase 1,88 metros de altura, traz envergadura e poder físico à linha defensiva, embora também possa atuar no meio-campo, se necessário. Dado que a retaguarda do Qatar tem dado mostras de alguma vulnerabilidade e que o aproveitamento dos lances de bola parada é visto pela equipa técnica como crucial, Laye poderá vir a desempenhar um papel de relevo na América do Norte.
13. AYOUB ALAWI
Data de nascimento: 11 de março de 2005
Clube: Al-Gharafa
Posição: Defesa
Uma novidade de última hora na equipa, com Julen Lopetegui a lançar o jovem na sua estreia internacional em outubro de 2025, integrando-o de imediato nas decisões da reta final da fase de qualificação. Trazendo uma muito necessária lufada de juventude à comitiva, Alawi continuou a somar minutos desde então e pode mesmo estar na corrida por um lugar no onze inicial. Trata-se da justa recompensa por uma excelente temporada interna ao serviço do Al-Gharafa, onde foi eleito o melhor jogador sub-23 da Qatar Stars League em maio. Garante forte presença física à posição de lateral-direito, embora já tenha atuado tanto a defesa-central como a médio-defensivo no seu clube.
14. HOMAM AHMED
Data de nascimento: 25 de agosto de 1999
Clube: Cultural Leonesa
Posição: Defesa
Jogou todos os minutos do Mundial-2022 à exceção de sete, mas continua com algo a provar. No início do ano, o longilíneo lateral-esquerdo, capaz de alinhar em posições mais adiantadas, arriscou sair da sua zona de conforto para jogar no segundo escalão em Espanha. O defesa demorou a adaptar-se, mas com o avançar da segunda metade da época começou a somar cada vez mais minutos, o que só ajudará a cair nas boas graças do selecionador Julen Lopetegui, que deseja ver Ahmed a juntar golos ao seu jogo. Se o conseguir, poderá rubricar um excelente Mundial.
15. HASHMI HUSSEIN
Data de nascimento: 15 de agosto de 2003
Clube: Al Arabi
Posição: Defesa
Alvo de discórdia
Alguém que não é alheio a controvérsias, Hussein conseguiu suscitar a indignação da Índia durante a fase de qualificação. Com o Qatar a perder por 1-0 num encontro crucial, o defesa-central atirou-se a uma bola que parecia ter claramente ultrapassado a linha de fundo, assistindo um colega de equipa para golo e aplicando um duro golpe nos sonhos dos adeptos indianos. Ainda assim, o jogador é uma raridade nos meandros do futebol qatari, uma vez que conta no currículo com uma passagem pela Europa — mais precisamente nos escalões secundários de Espanha —, tendo regressado recentemente às opções da seleção nacional.
16. BOUALEM KHOUKHI
Data de nascimento: 9 de julho de 1990
Clube: Al-Sadd
Posição: Defesa
Antigo extremo
Um velho guerreiro que começou na formação dos argelinos do Cheraga. «Superava tanto os adversários como os companheiros de equipa. Tinha uma excelente leitura de jogo, o que lhe permitia antecipar os ataques adversários», recorda o treinador Farid Zemiti. «Era tão bom com a bola nos pés como a fazer coberturas». Tendo começado a carreira como extremo, soma já mais de 100 jogos repartidos entre a defesa e o meio-campo. O seu 21.º golo internacional surgiu precisamente na vitória do play-off sobre os Emirados Árabes Unidos, em outubro, que garantiu a qualificação inédita. Forte no remate e imponente no jogo aéreo, é uma lenda viva do Qatar, venha o que vier no verão.
2. PEDRO MIGUEL
Data de nascimento: 6 de agosto de 1990
Clube: Al-Sadd
Posição: Defesa
Polivalente
Também conhecido como 'Ro-Ro', o defesa poderia - não fizesse a história outro caminho - estar a representar Cabo Verde este verão, país africano que defendeu nos escalões jovens. Nascido em Portugal, passou vários anos na formação do Benfica, sem nunca chegar à equipa principal. Pode atuar como lateral-direito, no eixo da defesa ou até no meio-campo se a situação o exigir. Brilhou na Taça da Ásia de 2019 e trazia fortes expectativas para 2022 que não foram totalmente correspondidas. Entretanto, quebrou a barreira das 100 internacionalizações pelo Qatar.
18. SULTAN AL-BRAKE
Data de nascimento: 7 de abril de 1996
Clube: Al-Duhail
Posição: Defesa
O lateral-esquerdo passou por Espanha, ao serviço da Cultural Leonesa, no início da carreira, e talvez tenha sido aí que aprimorou o tipo de cruzamento tenso, daqueles que ficam a pairar na área à espera de um desvio. «Taticamente foi uma escola», recordou mais tarde, avaliando o período na Europa. «Foi também uma oportunidade para conhecer um estilo de vida diferente e ver como os jogadores se preparavam para os jogos». Mal não terá feito à sua confiança. Dotado tecnicamente, gosta de subir no terreno, aproveitando a velocidade para ferir o adversário. Nunca conseguiu fixar-se como titular indiscutível no seu país, mas provou ser uma alternativa extremamente sólida sempre que é chamado.
20. AHMED FATHY
Data de nascimento: 25 de janeiro de 1993
Clube: Al-Arabi
Posição: Médio
Filho de um treinador de futebol egípcio que também trabalhou na formação do Al-Sadd, o principal clube do Qatar, durante mais de 25 anos, Fathy teve sempre o caminho aberto para o sucesso. O trabalho árduo deu uma ajuda e a sua energia como médio defensivo tem-lhe valido de muito, mesmo que o motor já não tenha a mesma rotação de outrora. Fathy capitaneou a seleção em vários momentos, com destaque para a Gold Cup de 2023, crescendo imenso com a responsabilidade da braçadeira.
12. KARIM BOUDIAF
Data de nascimento: 16 de setembro de 1990
Clube: Al-Duhail
Posição: Médio
Dinamitador de jogos
Apontou um dos melhores golos alguma vez vistos no Gresty Road do Crewe Alexandra: o seu primeiro pelo Qatar, um remate em arco de pé esquerdo de fora da área para resgatar um empate frente à Irlanda do Norte, em 2015. «Todas as equipas precisam de um jogador como o Karim Boudiaf, alguém a quem os outros possam recorrer quando o jogo se torna tenso ou caótico», sublinhou o antigo selecionador do Qatar, Carlos Queiroz. «É uma presença serena». O médio nascido na Argélia mantém-se agressivo como sempre, à medida que se aproxima do 36.º aniversário. Boudiaf soma mais de 120 internacionalizações e grande parte da sua longevidade deve-se ao facto de já não correr desalmadamente no miolo, sem critério; prefere ler o jogo, quebrar o ataque adversário e desenhar o seu.
23. ASSIM MADIBO
Data de nascimento: 22 de outubro de 1996
Clube: Al-Wakrah
Posição: Médio
Motor de rotação contínua
Teve um início de carreira interessante, com passagens por França, Espanha e Bélgica antes de aterrar na liga do Qatar. Nascido no Sudão, já foi comparado a N’Golo Kanté pelo desdobramento incansável em campo e pela capacidade de ler o jogo. Tem entrado e saído das opções, mas desempenhou um papel fulcral na qualificação, jogando cada minuto do duplo confronto do play-off que selou o apuramento dos Maroons. «Fez tudo o que lhe pedi, especialmente quando a tensão no estádio era tremenda com tanto em jogo», elogiou o selecionador do Qatar, Julen Lopetegui. «Foi uma exibição impressionante.»
6. ABDULAZIZ HATEM
Data de nascimento: 1 de janeiro de 1990
Clube: Al-Rayyan
Posição: Médio
Estreou-se ainda antes de Sepp Blatter anunciar que o Qatar tinha ganho a corrida à organização do Mundial-2022 e continua de pedra e cal, embora já não seja o elemento intocável de outros tempos no miolo — o que não surpreende, atendendo a que está mais perto dos 40 do que dos 30 anos. Mantém a fama de faturar em momentos decisivos — como o golo da vitória na meia-final da Taça da Ásia de 2019, repetindo o gosto ao pé na final — e de levantar os estádios com golos soberbos. Mais evidente é a sua excelente capacidade de receção e transporte sob pressão, especialmente ao receber a bola dos defesas. Não deverá somar muitos minutos nos Estados Unidos.
5. JASSEM GABER
Data de nascimento: 20 de fevereiro de 2002
Clube: Al-Rayyan
Posição: Médio
Médio defensivo de grande rotação que também pode recuar para a linha defensiva se necessário, Gaber oferece critério e inteligência posicional. Raramente se aventura no ataque — o seu único golo internacional surgiu num desvio fortuito na meia-final da Taça da Ásia de 2023 — e o seu trabalho passa mais despercebido do que a maioria, pelo menos para os adeptos. O corpo técnico, contudo, sabe bem o que ele vale. «É o jogador de equipa perfeito, faz as coisas simples muito bem e os adversários detestam defrontá-lo porque sabem que vão ser 90 minutos muito difíceis», referiu o capitão Hassan Al-Haydos após o triunfo na Taça da Ásia. Aos 24 anos, o Mundial surge no momento ideal para se dar a conhecer ao planeta.
26. MOHAMED AL-MANNAI
Data de nascimento: 25 de outubro de 2002
Clube: Al-Shamal
Posição: Médio
Estreou-se pelo Al-Sadd ainda adolescente, antes de ser emprestado ao Al-Shamal. Revelou-se o passo acertado, ajudando o clube a assinar uma excelente temporada, na qual os seus cinco golos despertaram atenções e lhe valeram o prémio de melhor jogador sub-23 da época. Julen Lopetegui também parece ser um admirador das suas qualidades. Al-Mannai estreou-se a nível internacional em 2025, mas exibiu total tranquilidade no salto para o patamar de seleção. Começou por atuar principalmente como médio-defensivo, mas tem sido progressivamente adiantado no terreno, demonstrando uma assinalável qualidade de passe que pode vir a fazer a diferença.
19. ALMOEZ ALI
Data de nascimento: 19 de agosto de 1996
Clube: Al-Duhail
Posição: Avançado
Melhor marcador de sempre
É difícil catalogar a carreira de Ali. «Ele ganha vida na área, mas mantém a frieza quando tem a baliza à vista, e é por isso que é um avançado de topo», analisou o então selecionador Félix Sánchez após a Taça da Ásia de 2019. Foi aí que Ali saltou para a ribalta com nove golos, tornando-se desde então o artilheiro histórico do país. Teve passagens fugazes por Áustria e Espanha, mas está radicado no Al-Duhail desde 2016. A dada altura, o avançado nascido no Sudão, veloz e exímio a explorar os espaços, parecia destinado a sentar-se no trono dos goleadores asiáticos — mas a promessa não se cumpriu na totalidade. Continua, ainda assim, a ser uma ameaça constante.
7. AHMED ALAAELDIN
Data de nascimento: 31 de janeiro de 1993
Clube: Al-Rayyan
Posição: Avançado
Tem uma impulsão notável — basta recordar o cabeceamento fulminante na Taça Árabe contra a Síria — e nunca dá descanso aos defesas na linha da frente. Mudou-se de armas e bagagens do Egito para Doha aos 10 anos, com o pai, engenheiro de profissão, numa história típica do fluxo migratório do Qatar. Menos comum é o facto de se ter estreado pela seleção principal com uns tenros 18 anos, corria o ano de 2013. Conta já com perto de 70 internacionalizações, mas nunca se conseguiu fixar como a primeira escolha no ataque da seleção, vivendo numa constante montanha-russa de chamadas ao longo de 13 anos.
9. MOHAMMED MUNTARI
Data de nascimento: 20 de dezembro de 1993
Clube: Al-Gharafa
Posição: Avançado
Assinou o único golo do Qatar no Mundial-2022 e, já em 2025, fixou o golo mais rápido da história da liga qatari, em escassos oito segundos. Nascido e criado no Gana, formou-se na academia de Nii Lamptey, antigo avançado do Aston Villa, Coventry City e Anderlecht, outrora rotulado como o 'Pelé Africano'. Uma ameaça constante pelo ar graças aos seus mais de 1,90m, optou por vestir as cores qataris em 2014. «Jogamos futebol primeiro porque amamos o jogo», justificou nas vésperas do último Mundial. «Segundo, porque queremos dar uma vida estável aos que mais gostamos. Não foi uma decisão financeira. Poderia estar a jogar pelo Gana e a ganhar muito na mesma.»
11. AKRAM AFIF
Data de nascimento: 18 de novembro de 1996
Clube: Al-Sadd
Posição: Avançado
Superestrela
A grande figura do país, a maior esperança e o mágico de serviço na ala — e não apenas por ter o hábito de tirar cartas de jogar das meias nos festejos dos golos. Se o duas vezes eleito Jogador Asiático do Ano estiver em dia sim, o Qatar pode sonhar. Não teve o desempenho desejado no Mundial-2022, quando as expectativas estavam em ponto de rebuçado, e também pesou o facto de nunca se ter afirmado na Europa, pelo que esta é a grande montra para provar que tem estofo para se bater com os tubarões. Capaz de quebrar defesas no drible e de servir de bandeja — somou 10 assistências na conquista da Taça da Ásia de 2019 —, sabe também o caminho para o golo: faturou por oito vezes na caminhada triunfal da Taça da Ásia de 2023, incluindo um hat-trick na final. O Qatar precisa de Afif iluminado.
8. EDMILSON JUNIOR
Data de nascimento: 19 de agosto de 1994
Clube: Al-Duhail
Posição: Avançado
Selecionável para representar o país onde nasceu, a Bélgica — onde jogou sete temporadas, repartidas entre o Sint-Truidense e o Standard de Liège —, bem como o Brasil, o extremo acabou por render-se ao Qatar em outubro de 2024. É fácil perceber por que razão era um alvo cobiçado. Alinha na direita, na esquerda ou por dentro e é exímio nas bolas paradas. Deixa desenhar no ar um perfume a Son Heung-min quando tem a bola controlada na quina da área, fletindo para disparar ao ângulo ou rasteiro junto ao poste.
10. HASSAN AL-HAYDOS
Data de nascimento: 11 de dezembro de 1990
Clube: Al-Sadd
Posição: Avançado
Líder
Interrompeu uma reforma internacional de 469 dias, em 2025, a pedido de Julen Lopetegui, e a decisão não surpreendeu ninguém. «Traz um peso institucional à equipa e é um verdadeiro líder, o que por vezes dita o desfecho das coisas», justificou o técnico espanhol. Há ainda a questão da experiência acumulada. Al-Haydos é o jogador com mais internacionalizações na história do Qatar, com mais de 180 jogos e acima de 40 golos na bagagem. Teve papel fulcral nas conquistas da Taça da Ásia em 2019 e 2023. Homem de um só clube, soma mais de 30 troféus no currículo; o primeiro título de campeão com o Al-Sadd remonta a 2007. Conquistou a Liga dos Campeões da Ásia quatro anos volvidos.
15. YUSUF ABDURISAG
Data de nascimento: 6 de agosto de 1999
Clube: Al-Wakrah
Posição: Avançado
Extremo irreverente
O veloz extremo nascido na Somália esteve no centro de uma enorme polémica em 2023, num particular contra a Nova Zelândia, com os All Whites a recusarem regressar para a segunda parte alegando insultos racistas. No dia seguinte, Abdurisag defendeu-se: «Durante o jogo de ontem, fui alvo de insultos racistas por parte de um jogador da equipa adversária», clarificou. «Para meu total espanto, esse mesmo jogador acusou-me de usar linguagem ofensiva e o jogo acabou interrompido». Tem sentido dificuldades para somar minutos nos últimos meses e deverá assumir o estatuto de elemento de rotação neste Mundial.
17. AHMED AL-GANEHI
Data de nascimento: 22 de setembro de 2000
Clube: Al-Gharafa
Posição: Avançado
O extremo, que joga invariavelmente com um sorriso no rosto, fez o seu percurso nos escalões de formação da seleção do Qatar até se fixar como um elemento de grupo extremamente útil. Ganhou reputação interna como um 'super suplente', assinando golos em partidas de cartaz no plano doméstico. Atua em qualquer uma das alas, embora surja preferencialmente no flanco direito, revelando grande apetência para atacar o espaço nas costas da linha defensiva. Falta-lhe ainda o jogo de afirmação na seleção principal desde a sua estreia em 2024, mas o Mundial pode muito bem ser o seu grande palco.
17. TAHSIN MOHAMMED JAMSHID
Data de nascimento: 16 de junho de 2006
Clube: Al-Duhail
Posição: Avançado
Os adeptos na Índia não têm uma seleção nacional para apoiar neste Mundial e, embora muitos vão torcer por Espanha, Inglaterra, Brasil ou Argentina, alguns vão estar a torcer por Jamshid. Os pais do jovem extremo viajaram para o Qatar oriundos de Kerala, uma região da Índia apaixonada por futebol, e o jogador, nascido precisamente durante o Mundial de 2006, mostra-se imperturbável perante o desafio. «Para mim, o Qatar é o meu próprio país. Sou cidadão qatari. Como já tinha jogado pelas seleções de sub-17 e sub-19, esta chamada não surgiu como uma surpresa», afirmou. Veloz e com apetite para partir para cima dos defesas, Jamshid, que atua preferencialmente na esquerda mas também pode dar uma ajuda no flanco direito, projeta um futuro brilhante pela frente.
Textos de John Duerden, do The Guardian. Estes textos foram escritos no âmbito da Guardian Experts' Network, a rede de troca de conteúdos para o Mundial 2026, liderada pelo jornal inglês The Guardian e que tem A BOLA como representante português, e foram traduzidos com recurso a Inteligência Artificial.