Mourinho repete festejo icónico em Camp Nou, 20 anos depois
Quando José Mourinho desliza de joelhos pelo relvado do Camp Nou para festejar um golo é sinal de que algo de grandioso aconteceu. O treinador português repetiu a célebre celebração no mais recente Clássico, reeditando uma imagem icónica vista pela primeira vez em 2006, num duelo entre o Barcelona e o Chelsea. Duas fotografias separadas por praticamente 20 anos que cruzam várias coincidências e memórias.
A 25 de outubro, quase duas décadas após o primeiro episódio, o técnico luso voltou a ajoelhar-se no reduto catalão, desta vez colocando a língua de fora ao estilo de Mick Jagger, num recinto agora rebatizado comercialmente com a plataforma musical Spotify, onde tudo soou a música para o treinador.
José Mourinho - Camp Nou 2006/2026. La longévité est MONUMENTALE : https://t.co/8T8X746JGp
— José Mourinho Show (@Jmshow10) October 25, 2026
O primeiro momento remonta a 31 de outubro de 2006, num encontro da fase de grupos da Liga dos Campeões já marcado por enorme rivalidade, depois de Mourinho ter visado o trabalho da arbitragem na antevisão à visita a Espanha. Nessa noite, um Chelsea aguerrido e repleto de talento rematou mais do que o conjunto blaugrana, então liderado em campo por Messi e Ronaldinho e orientado por Frank Rijkaard — técnico que havia conquistado a última Champions e que esteve presente na tribuna presidencial no jogo recente.
Num embate eletrizante que terminou empatado a duas bolas, Deco, atual diretor desportivo dos catalães e antiga peça fundamental de Mourinho na conquista europeia do FC Porto, inaugurou o marcador. Lampard restabeleceu a igualdade, Gudjohnsen voltou a colocar os catalães em vantagem e coube a Drogba fixar o 2-2 final já em tempo de compensação, motivando o primeiro festejo de joelhos do técnico.
Curiosamente, tal como sucedeu com a ausência de Courtois, o Chelsea não pôde contar na época com o guarda-redes titular Petr Cech, vítima de uma fratura craniana que quase lhe encerrou a carreira. A baliza dos londrinos foi entregue ao português Hilário, uma espécie de Lunin de um plantel recheado de estrelas mundiais como Ballack, Robben, Lampard e Drogba.
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