José Mourinho em conferência de imprensa no Real Madrid - foto: Imago
José Mourinho em conferência de imprensa no Real Madrid - foto: Imago

Mourinho antecipa regresso ao Bernabéu 13 anos depois: «Estou mais calmo, ou...»

«Não sou importante, quero que a equipa sinta algo diferente», disse na antevisão ao encontro com a Real Sociedad

Na antevisão do encontro com a Real Sociedad, José Mourinho abordou o reencontro com os adeptos no banco do Real Madrid, 13 anos depois, e analisou o estado atual do plantel, incluindo a situação de várias estrelas.

O técnico português desvalorizou o seu regresso ao estádio, focando-se antes na relação entre a equipa e os adeptos. «Não quero que o Bernabéu me receba de uma forma particular. Quero que receba a equipa com a sua paixão», afirmou, recordando as dificuldades da época passada. «Gostaria que a equipa sentisse algo diferente do que sentiu na temporada passada. Eu não sou importante. Sou capaz de controlar as minhas emoções e jogar com normalidade um jogo que vale três pontos», acrescentou.

O treinador português, que deixou o Benfica para regressar a Madrid, aprofundou a questão das emoções. «Não é de agora, sinto-me mais calmo e controlo melhor as minhas emoções. As situações de dificuldade chegarão», disse, elogiando o ambiente de trabalho no clube. «Ou então talvez seja porque os jogadores e as pessoas que trabalham aqui me estão a proteger do meu lado negro da personalidade», brincou.

Não é de agora, sinto-me mais calmo e controlo melhor as minhas emoções. Talvez seja porque os jogadores e as pessoas que trabalham aqui me estão a proteger do meu lado negro da personalidade

Questionado sobre a gestão de um plantel recheado de estrelas como Bellingham, Vinícius e Mbappé, o treinador português mostrou-se confiante. «O mais complicado é quando não se tem jogadores de topo. Eu quero os três e o positivo compensa sempre. Também estou aqui para tentar ajudar», explicou.

A estreia de Mourinho aconteceu em Barcelona, frente ao Espanhol, com vitória por 2-1.

Plantel fechado, mas porta aberta

Em relação ao mercado de transferências, Mourinho considerou novamente o plantel fechado, mas mantém a porta entreaberta. «Para mim, está fechado, mas o mercado está aberto. Pode acontecer um jogador vir dizer que quer sair. Em princípio não, mas é algo que pode acontecer. Na minha cabeça, está fechado e não tenho nenhum pedido. Estou contente», declarou.

O treinador abordou ainda a situação física de alguns jogadores. Sobre Endrick, revelou que existe «um problema no músculo que afeta o tendão», mas reiterou a sua admiração pelo jogador, que recusou ceder ou vender. Já Tchouaméni, segundo Mourinho, «sofreu muito no Mundial» e o período de férias «não foi suficiente» para recuperar de um problema físico, pelo que se decidiu que não iniciaria a época em sofrimento.

Ainda Vinícius

Sobre o comportamento de Vinicius em campo, o técnico distinguiu as reações do jogador das faltas que sofre. «A reação, se não for homofóbica ou racista, creio que ele pode controlá-la e melhorar. O jogo, as entradas e os penáltis são da responsabilidade do juiz. Gosto mais de dizer juiz do que árbitro neste caso», afirmou, admitindo com humor: «Com a minha personalidade, se me fizessem a mim, talvez fosse vermelho para mim». Mourinho concluiu que a relação do jogador com os estádios adversários «é algo que se pode trabalhar».

Mourinho comentou também a possibilidade de juntar Carlos Espí e Mbappé no ataque, explicando que são perfis diferentes e que a entrada de Espí contra o Espanhol foi uma decisão tática para furar uma defesa recuada. No que toca a Valverde, foi claro: «Para mim, é um jogador do centro do campo», embora reconheça que, por necessidade, já tenha sido utilizado como lateral direito.

A numeração do Real Madrid para 26/27:

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