Alex Márquez, piloto espanhol da Ducati Gresini

Moto GP: Alex Márquez recebe luz verde para regressar na República Checa

O piloto espanhol da Gresini recebeu autorização médica para voltar a pilotar a Ducati, depois de ter sofrido múltiplas fraturas, incluindo lesão grave na vértebra C7, na sequência de violenta queda no Grande Prémio da Catalunha, em maio

Alex Márquez foi declarado apto para competir no Grande Prémio da República Checa deste fim de semana, num regresso notável ao MotoGP poucas semanas após um grave acidente que ameaçou colocar um ponto final na sua temporada de 2026.

O piloto espanhol da Gresini Racing, de 30 anos, recebeu autorização médica para voltar a pilotar a Ducati, depois de ter sofrido múltiplas fraturas, incluindo uma lesão grave na vértebra C7, na sequência de uma violenta queda no Grande Prémio da Catalunha, em maio. A condição física de Márquez será, no entanto, reavaliada após a primeira sessão de treinos livres de sexta-feira para garantir que está apto a suportar as exigências da competição.

Recorde-se que o acidente na Catalunha foi aparatoso. Após uma colisão com a traseira da KTM de Pedro Acosta, Márquez foi projetado e deslizou pela pista ao longo de centenas de metros, deixando o paddock em estado de choque. A rápida recuperação é um testemunho da sua determinação e dos avanços da medicina desportiva.

Durante o período de ausência, que o levou a falhar os Grandes Prémios de Itália e da Hungria, a Gresini Racing recorreu a Michele Pirro, da Ducati, e a Iker Lecuona, piloto do Mundial de Superbike, para o substituir. O regresso de Márquez é, por isso, um impulso significativo para a equipa, que procura recuperar terreno na classificação.

O circuito de Brno, contudo, não tem sido particularmente favorável a Márquez no MotoGP, onde o melhor resultado foi um modesto 15.º lugar em 2020. No entanto, o espanhol guarda boas memórias da pista dos tempos da Moto2, nomeadamente a vitória dominante em 2019, ano em que se sagrou campeão. Na edição do ano passado do GP da República Checa, o piloto teve uma qualificação discreta, foi 17.º na corrida Sprint e sofreu uma queda na corrida principal.

O regresso de Márquez acontece numa altura em que o pelotão regista outras ausências de peso. Johann Zarco, ainda a recuperar das lesões sofridas no mesmo acidente na Catalunha, será substituído na LCR Honda pelo veterano Cal Crutchlow. Já Fermín Aldeguer, companheiro de equipa de Márquez na Gresini, está apto após um susto na Hungria e pronto para competir.

Antes de viajar para a República Checa, o piloto espanhol mostrou-se confiante. «Há sempre pressão quando regressamos de uma lesão, mas sinto-me preparado para voltar a lutar», afirmou Márquez, determinado a provar o seu valor.

O MotoGP confirmou o regresso através das redes sociais, sublinhando que o estado físico do piloto será monitorizado de perto ao longo do fim de semana. A expectativa é grande para ver se Márquez conseguirá recuperar o ritmo competitivo de imediato ou se a prudência falará mais alto, num regresso que promete ser um dos pontos altos da temporada.

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