Moreirense Trava(ssos), Nacional Ba(e)za, mas faltou pontaria (crónica)
Empate infeliz para o Nacional, que contrariou o golo do Moreirense obtido no último lance dos descontos da primeira parte, fugindo depois para o controlo absoluto do jogo, chegando ao empate e desperdiçando inúmeras ocasiões para poder levar os três pontos para a Madeira. Leva um, que sabe a pouco, ficando os cónegos com outro, chegando assim aos 35 amealhados na Liga, um (primeiro) objetivo alcançado.
Maioritariamente tranquila, a primeira metade apenas foi agitada pelas incursões de Travassos na direita, para os locais, e pelos esticões de Paulinho Bóia, na esquerda, por parte dos madeirenses. E pelo golo de Luís Hemir, no último suspiro dos seis minutos de desconto dados pelo árbitro Márcio Torres.
O Moreirense elegeu a direita como caminho para chegar à baliza de Kaique. Leandro Santos, que jogou no lugar de Dinis Pinto, formou com Diogo Travassos uma dupla perfurante, que esteve na origem das melhores oportunidades dos cónegos, como aos 7’ quando cruzou para Bondoso atirar em jeito ao lado e no golo, quando lançou Luís Hemir (45+6’) que se isolou, partindo do seu meio-campo, para finalizar com um remate rasteiro.
A direita dos cónegos continuou ativa depois do intervalo, agora com Leandro Santos a servir Alanzinho (49’), que atirou para defesa de Kaique. No minuto seguinte, Travassos voltou a servir Hemir, que ao 1.º poste errou o alvo. O Moreirense trava nesse lance e o Nacional baza para o comando.
Antes de sinalizarmos esse período, recuamos no tempo, para lembrar a esquerda dos madeirenses. Foi nesse lado que Leo Santos (13’) cabeceou com a bola a bater no braço de Francisco Domingues, com Márcio Torres a reverter a indicação de penálti depois de ver as imagens, e também foi descaído na esquerda que Paulinho (21’) recargou – com corte decisivo de Leandro Santos - um cabeceamento de Jesús Ramírez contra Gilberto Batista.
Adiantando a linha cronológica, os últimos trinta minutos foram terríveis para o Moreirense, que sofreu para segurar o ponto dos 35. Miguel Baeza (67’), com um remate rasteiro na meia-lua empatou e teve nos pés dupla oportunidade para bisar, quando aos 72’ e 73’ atirou ao lado.
Para os cónegos, André Ferreira foi um bom guardião do ponto, segurando um cabeceamento de Jesús Ramírez (82’) e outro de Lucas João (88’). O brilho foi contínuo e nos descontos voou para deter um livre de Pablo Ruan (90+6’). Para desespero dos madeirenses, que sentiram que estiveram muito perto de quebrar o ciclo de cinco jogos sem vencer na Liga.
As notas dos jogadores do Moreirense (4x2x3x1): André Ferreira (7), Leandro Santos (6), Gilberto Batista (6), Maracás (5), Francisco Domingues (5), Rodrigo Alonso (5), Stjepanovic (5), Diogo Travassos (6), Alanzinho (5), Kiko Bondoso (5), Luís Hemir (6), Nile John (5), Landerson (4), Jimi Gower (4) e Kevyn (-)
As notas dos jogadores do Nacional (4x3x3): Kaique (5), Alan Nuñez (5), Léo Santos (5), Zé Vitor (5), Lenny Vallier (5), Miguel Baeza (5), Matheus Dias (5), Liziero (5), Gabriel Veron (5), Jesús Ramírez (5), Paulinho Bóia (5), Pablo Ruan (5), Lucas João (-) e Daniel Júnior (-)
Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense
«Fomos muito competentes com bola até aos 15 minutos da segunda parte e depois perdemos a pilha. No início da segunda parte, entrámos fortes, mas depois quebrámos. Foi algo físico, houve falta de ritmo, não falta de vontade, e posso até reconhecer, pelos últimos minutos, que acabámos por ser um pouco felizes. Estamos satisfeitos com os 35 pontos, mas conscientes de que temos ainda muito trabalhinho pela frente»
Tiago Margarido, treinador do Nacional
«Um ponto é sempre um ponto, mas, por aquilo que foi o jogo, pelas oportunidades que criámos, saíamos com um grande amargo de boca. Lembro-me de uma mão cheia de situações claras, e o que faltou mesmo foi a bola ter entrado. O resultado mais justo ao intervalo seria o empate, mas depois de uma boa entrada do Moreirense na segunda parte, reajustámos o meio-campo e conseguimos depois várias oportunidades».