Concentração da Seleção sub-15 (Foto: FPF)
Concentração da Seleção sub-15 (Foto: FPF)

Missão de Portugal no Mundial sub-15: «Vamos todos sair a ganhar»

Óscar Tojo fala do desafio logístico de reunir e levar uma equipa de jovens para o Azerbaijão, como foco na formação de jogadores que têm um futuro promissor pela frente

Entre a logística imponente de um evento sem precedentes e a exigência do desenvolvimento individual dos mais jovens, Mundial sub-15 colocou naturais desafios de planeamento e adaptação a toda a estrutura da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). À frente deste acompanhamento estratégico está Óscar Tojo, que enquanto diretor técnico nacional da FPF, falou com A BOLA acerca da visão global desta missão, com foco em três grandes pontos: assegurar a ligação da Seleção com os clubes, garantir as etapas certas no crescimento dos jovens e alinhar a exigência competitiva com o ecossistema da formação.

«Tentamos, em termos das orientações que queremos e das etapas de desenvolvimento do jogador, explicar aos clubes o porquê desta participação ser importante na exigência e utilização dos seus atletas», explica o dirigente, destacando que, apesar do formato diferente, trata-se de uma oportunidade única de atração e competitividade ao juntar a elite mundial destas idades.

Importância dos clubes no sucesso de Portugal

A dimensão do torneio — com perto de duas centenas de seleções em prova — obrigou a FIFA a impor regras rígidas. Uma delas gerou reparos públicos por parte do selecionador Tiago Matos: a limitação da comitiva a apenas seis elementos de staff por país, mas Óscar Tojo encara o constrangimento com pragmatismo: «Percebo a crítica, mas é uma nova competição e um formato reduzido. Isso exige-nos capacidade de adaptação. Tivemos de priorizar as necessidades e ir com a melhor equipa possível, não só de jogadores, mas de staff.»

Seleção prepara Mundial sub-15:

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A somar ao limite de pessoal, o facto de a FIFA só ter confirmado a sede no Azerbaijão a 24 de junho deixou uma janela temporal curta para preparar tudo. «Todo este processo foi muito rápido», reconhece Óscar Tojo, falando do «desafio que houve para «dar resposta e poder também reunir com os clubes» para Portugal «ter a melhor seleção possível», aspeto que quis salientar.

«É importante registar que houve uma disponibilidade total dos clubes. Cederam estes jogadores, impedindo-os de participarem nas próprias competições, por isso, só temos a elogiar o trabalho e a comunicação dos clubes», enalteceu: «Também sentimos que é este um momento importante e queremos representar bem aquilo que é a qualidade, o talento e o trabalho dos nossos clubes, do que fazem com os seus jogadores.»

Por fim, e seguindo a mesma linha de pensamento do selecionador, mais do que a obsessão por resultados imediatos, a expedição a Baku é encarada como um investimento no futuro, explicou o dirigente. Recordando o título mundial de sub-17 conquistado no ano passado, o dirigente frisa que o grande ganho de este ser o primeiro Mundial sub-15 «é sempre algo marcante e representativo», assim como algo «importante, pela própria vivência que os jogadores e todo o staff vão ter». Óscar Tojo remata com uma certeza: «Vamos todos sair a ganhar com esta experiência, não tenho dúvidas em relação.» Portugal viaja, assim, pronto para adaptar-se às exigências da FIFA e para mostrar ao Mundo a qualidade do talento que se cultiva nos relvados nacionais.

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