Luís Guilherme, 20 anos, foi contratado em janeiro deste ano ao West Ham (Foto IMAGO) - Foto: IMAGO

'Revolução' à direita no Sporting: Luís Guilherme ganha vantagem a Geny

Brasileiro agitou quando entrou frente ao LASK Linz e pode fazer com que o moçambicano comece pela primeira vez no banco esta temporada. Rui Borges pondera seriamente a alteração

Luís Guilherme saltou do banco para os dez minutos finais do duelo com o LASK Linz com a missão de se encostar à ala direita. E se a História diz que por essa fação política as coisas costumam ser avessas a convulsões, foi precisamente por esse corredor que o brasileiro tratou de revolucionar o jogo e agitar as águas no confronto com os austríacos.


Segundo apurou A BOLA, o técnico Rui Borges ficou rendido à exibição e à atitude do ex-West Ham, ponderando, por esta altura, seriamente atirá-lo para a titularidade já este domingo, diante do Académico de Viseu

A confirmar-se a promoção do camisola 31, quem salta do onze é Geny Catamo. O moçambicano assinou um arranque de época em cheio, mas desceu de nível últimas exibições, com particular evidência no apagão frente ao LASK.


Tratando-se de uma mexida de peso no xadrez leonino, a verdade é que o internacional sub-20 brasileiro só por uma vez alinhou de início esta temporada — diante do Famalicão —, num jogo em que, curiosamente, até dividiu o relvado com Geny: jogou a dez nas costas do avançado em constantes mutações com Flávio Gonçalves, deixando o moçambicano na sua praia habitual.

A favor do brasileiro joga o desgaste do concorrente direto. Geny soma já 11 jogos de leão ao peito — todos o da época — e mais dois pela seleção, uma maratona agravada por viagens longas e pelo impacto de atuar em relvados duros e muito secos, como é habitual no continente africano, terreno fértil para acumulados de fadiga muscular.

Em termos de desenho tático, contudo, o figurino de Rui Borges não sofre uma revolução radical. Tal como Geny, Luís Guilherme é um esquerdino que gosta de partir da direita.
A diferença está no estilo: o brasileiro é mais vertiginoso e elétrico a rasgar pela linha, ao passo que o moçambicano prefere puxar para dentro e disparar em arco, naquele remate que já é a sua imagem de marca.

Além disso, com a transição do sistema do 4x2x3x1 para o 4x3x3, a tarefa defensiva do extremo mudou radicalmente: o ala já não tem de recuar até à linha de fundo para vestir o fato de quinto defesa, missão que passou a estar entregue ao trinco — neste caso, Altimira.


A titularidade de Luís Guilherme já tinha estado em cima da mesa para o embate com o LASK — tal como noticiámos em tempo oportuno —, mas o treinador preferiu dar a mão ao onze que tinha jogado em Lens. Agora, tudo aponta para que o momento da afirmação chegue mesmo

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